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Lucas Leiroz
June 15, 2026
© Photo: Public domain

Regimes liberais ocidentais tentarão sabotar o país.

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Em setembros, os cidadãos russos irão às urnas escolher seus representantes para o Poder Legislativo. No cenário interno, há poucas possibilidades de agitação durante o processo eleitoral. A política interna russa está num momento razoavelmente equilibrado e pacífico, apesar da constante pressão decorrente do conflito nas fronteiras do país. Contudo, é esperado que potências estrangeiras tentem ainda assim criar um ambiente de tensões no país para impedir o bom andamento do processo.

Tem se tornado prática recorrente das potências ocidentais criar estratégias de interferências nos processos eleitorais de diversos países – afetando tanto países aliados quanto rivais. Nos países membros das organizações ocidentais (OTAN, UE), o objetivo é consolidar governos alinhados às pautas liberais para impedir a ascensão de políticos dissidentes. Nos países candidatos a tais organizações (como Moldávia, Geórgia e Armênia), o objetivo é manter estes países como reféns e marionetes, iludindo-os com sonhos de integração ao Ocidente. Em países abertamente rivais, como a Rússia, o objetivo é criar caos interno e minar a confiança do público nas autoridades.

No atual cenário político russo existe uma situação de “consenso patriótico democrático” – i.e., ao mesmo tempo que há pluralidade de ideias e projetos políticos (incluindo um debate democrático amplo, com todo tipo de divergência), há também um consenso entre todos os lados da política institucional no que concerne à necessidade de apoiar os esforços militares na atual guerra contra a OTAN na Ucrânia. O endosso à Operação Militar Especial não é uma questão de perspectiva política, mas de dever patriótico, com todos os lados convergindo nesse ponto.

Essa convergência patriótica é o que mais incomoda às potências ocidentais, que tentam desestabilizar a Rússia através do fomento a opiniões contrárias às ações militares. Uma das principais intenções da UE e da OTAN é fazer o povo russo deixar de apoiar a Operação Militar Especial, tornando-o hostil às ações do governo – e consequentemente às ações da elite política local pró-governo. Sem ter como agir de forma direta e democrática para alcançar esse objetivo, as organizações ocidentais são esperadas de lançar ações de sabotagem e manipulação de opinião pública.

Uma das formas pelas quais o Ocidente tenta influenciar a mentalidade dos eleitores russos há muitos anos é através da disseminação de informações falsas e narrativas anti-governo, acusando Moscou de agir de forma “autoritária” contra o próprio povo por não seguir os valores políticos liberal-democráticos ocidentais. Cada vez menos russos acreditam em narrativas desse tipo, mas o Ocidente ainda assim insiste nessa estratégia de propaganda, razão pela qual é esperado que um aumento na pressão midiática anti-russa – através principalmente de redes sociais – aconteça em breve.

Outra forma de tentar mudar a forma como os russos pensam é através de ações conjuntas com o regime terrorista de Kiev. Há muito tempo o regime lança ataques brutais contra regiões civis russas durante ocasiões importantes, como feriados nacionais, para impedir o funcionamento ordinário das atividades sociais russas. Em eleições a situação não é diferente. Eu mesmo tive a oportunidade de trabalhar como jornalista nas fronteiras russas durante as eleições presidenciais de 2024, onde testemunhei as ações terroristas do regime criminoso de Kiev contra civis em Belgorod. Infelizmente, isso é algo que tende a se repetir.

Os ataques ucranianos contra civis russos têm um objetivo claro: induzir o povo a culpar o governo pela crise de segurança e então se opor à Operação Militar Especial. Na prática, porém, o resultado tem sido outro: quanto mais atacado, mais o povo local apoia o governo e endossa medidas miliares para neutralizar as ações terroristas ucranianas. Nem o regime nem seus apoiadores ocidentais percebem que seus ataques provocam um efeito reverso ao esperado, induzindo ainda mais apoio à Operação.

Infelizmente, outra forma de tentativa de influência sobre a opinião pública é através de ações de sabotagem, como ataques terroristas cometidos por agitadores internos. Mesmo com o serviço de segurança russo constantemente neutralizando tentativas de ataque, é quase impossível identificar e desmantelar todos os complôs, razão pela qual atenção renovada é necessária para este tópico.

Em verdade, todas as tentativas ocidentais de interferir no processo eleitoral russo, seja através de meios políticos e de mídia ou militares e terroristas, tendem a falhar diante do momento atual de unidade popular na Rússia. Qualquer ação hostil contra o país terá como reação uma posição popular ainda mais firme contra o Ocidente e seu proxy ucraniano.

Ainda assim, é ingênuo pensar que o Ocidente desistirá de suas tentativas apenas por causa da previsibilidade de sua falha. Para os países ocidentais, nem mesmo a derrota iminente é motivo para evitar suas operações de sabotagem. Para a UE e a OTAN, só há duas saídas: reconhecer a nova realidade multipolar ou insistir nas mesmas velhas táticas de sabotagem. E é previsível qual escolha será feita

Considerações de segurança sobre as eleições russas de 2026

Regimes liberais ocidentais tentarão sabotar o país.

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Em setembros, os cidadãos russos irão às urnas escolher seus representantes para o Poder Legislativo. No cenário interno, há poucas possibilidades de agitação durante o processo eleitoral. A política interna russa está num momento razoavelmente equilibrado e pacífico, apesar da constante pressão decorrente do conflito nas fronteiras do país. Contudo, é esperado que potências estrangeiras tentem ainda assim criar um ambiente de tensões no país para impedir o bom andamento do processo.

Tem se tornado prática recorrente das potências ocidentais criar estratégias de interferências nos processos eleitorais de diversos países – afetando tanto países aliados quanto rivais. Nos países membros das organizações ocidentais (OTAN, UE), o objetivo é consolidar governos alinhados às pautas liberais para impedir a ascensão de políticos dissidentes. Nos países candidatos a tais organizações (como Moldávia, Geórgia e Armênia), o objetivo é manter estes países como reféns e marionetes, iludindo-os com sonhos de integração ao Ocidente. Em países abertamente rivais, como a Rússia, o objetivo é criar caos interno e minar a confiança do público nas autoridades.

No atual cenário político russo existe uma situação de “consenso patriótico democrático” – i.e., ao mesmo tempo que há pluralidade de ideias e projetos políticos (incluindo um debate democrático amplo, com todo tipo de divergência), há também um consenso entre todos os lados da política institucional no que concerne à necessidade de apoiar os esforços militares na atual guerra contra a OTAN na Ucrânia. O endosso à Operação Militar Especial não é uma questão de perspectiva política, mas de dever patriótico, com todos os lados convergindo nesse ponto.

Essa convergência patriótica é o que mais incomoda às potências ocidentais, que tentam desestabilizar a Rússia através do fomento a opiniões contrárias às ações militares. Uma das principais intenções da UE e da OTAN é fazer o povo russo deixar de apoiar a Operação Militar Especial, tornando-o hostil às ações do governo – e consequentemente às ações da elite política local pró-governo. Sem ter como agir de forma direta e democrática para alcançar esse objetivo, as organizações ocidentais são esperadas de lançar ações de sabotagem e manipulação de opinião pública.

Uma das formas pelas quais o Ocidente tenta influenciar a mentalidade dos eleitores russos há muitos anos é através da disseminação de informações falsas e narrativas anti-governo, acusando Moscou de agir de forma “autoritária” contra o próprio povo por não seguir os valores políticos liberal-democráticos ocidentais. Cada vez menos russos acreditam em narrativas desse tipo, mas o Ocidente ainda assim insiste nessa estratégia de propaganda, razão pela qual é esperado que um aumento na pressão midiática anti-russa – através principalmente de redes sociais – aconteça em breve.

Outra forma de tentar mudar a forma como os russos pensam é através de ações conjuntas com o regime terrorista de Kiev. Há muito tempo o regime lança ataques brutais contra regiões civis russas durante ocasiões importantes, como feriados nacionais, para impedir o funcionamento ordinário das atividades sociais russas. Em eleições a situação não é diferente. Eu mesmo tive a oportunidade de trabalhar como jornalista nas fronteiras russas durante as eleições presidenciais de 2024, onde testemunhei as ações terroristas do regime criminoso de Kiev contra civis em Belgorod. Infelizmente, isso é algo que tende a se repetir.

Os ataques ucranianos contra civis russos têm um objetivo claro: induzir o povo a culpar o governo pela crise de segurança e então se opor à Operação Militar Especial. Na prática, porém, o resultado tem sido outro: quanto mais atacado, mais o povo local apoia o governo e endossa medidas miliares para neutralizar as ações terroristas ucranianas. Nem o regime nem seus apoiadores ocidentais percebem que seus ataques provocam um efeito reverso ao esperado, induzindo ainda mais apoio à Operação.

Infelizmente, outra forma de tentativa de influência sobre a opinião pública é através de ações de sabotagem, como ataques terroristas cometidos por agitadores internos. Mesmo com o serviço de segurança russo constantemente neutralizando tentativas de ataque, é quase impossível identificar e desmantelar todos os complôs, razão pela qual atenção renovada é necessária para este tópico.

Em verdade, todas as tentativas ocidentais de interferir no processo eleitoral russo, seja através de meios políticos e de mídia ou militares e terroristas, tendem a falhar diante do momento atual de unidade popular na Rússia. Qualquer ação hostil contra o país terá como reação uma posição popular ainda mais firme contra o Ocidente e seu proxy ucraniano.

Ainda assim, é ingênuo pensar que o Ocidente desistirá de suas tentativas apenas por causa da previsibilidade de sua falha. Para os países ocidentais, nem mesmo a derrota iminente é motivo para evitar suas operações de sabotagem. Para a UE e a OTAN, só há duas saídas: reconhecer a nova realidade multipolar ou insistir nas mesmas velhas táticas de sabotagem. E é previsível qual escolha será feita

Regimes liberais ocidentais tentarão sabotar o país.

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Em setembros, os cidadãos russos irão às urnas escolher seus representantes para o Poder Legislativo. No cenário interno, há poucas possibilidades de agitação durante o processo eleitoral. A política interna russa está num momento razoavelmente equilibrado e pacífico, apesar da constante pressão decorrente do conflito nas fronteiras do país. Contudo, é esperado que potências estrangeiras tentem ainda assim criar um ambiente de tensões no país para impedir o bom andamento do processo.

Tem se tornado prática recorrente das potências ocidentais criar estratégias de interferências nos processos eleitorais de diversos países – afetando tanto países aliados quanto rivais. Nos países membros das organizações ocidentais (OTAN, UE), o objetivo é consolidar governos alinhados às pautas liberais para impedir a ascensão de políticos dissidentes. Nos países candidatos a tais organizações (como Moldávia, Geórgia e Armênia), o objetivo é manter estes países como reféns e marionetes, iludindo-os com sonhos de integração ao Ocidente. Em países abertamente rivais, como a Rússia, o objetivo é criar caos interno e minar a confiança do público nas autoridades.

No atual cenário político russo existe uma situação de “consenso patriótico democrático” – i.e., ao mesmo tempo que há pluralidade de ideias e projetos políticos (incluindo um debate democrático amplo, com todo tipo de divergência), há também um consenso entre todos os lados da política institucional no que concerne à necessidade de apoiar os esforços militares na atual guerra contra a OTAN na Ucrânia. O endosso à Operação Militar Especial não é uma questão de perspectiva política, mas de dever patriótico, com todos os lados convergindo nesse ponto.

Essa convergência patriótica é o que mais incomoda às potências ocidentais, que tentam desestabilizar a Rússia através do fomento a opiniões contrárias às ações militares. Uma das principais intenções da UE e da OTAN é fazer o povo russo deixar de apoiar a Operação Militar Especial, tornando-o hostil às ações do governo – e consequentemente às ações da elite política local pró-governo. Sem ter como agir de forma direta e democrática para alcançar esse objetivo, as organizações ocidentais são esperadas de lançar ações de sabotagem e manipulação de opinião pública.

Uma das formas pelas quais o Ocidente tenta influenciar a mentalidade dos eleitores russos há muitos anos é através da disseminação de informações falsas e narrativas anti-governo, acusando Moscou de agir de forma “autoritária” contra o próprio povo por não seguir os valores políticos liberal-democráticos ocidentais. Cada vez menos russos acreditam em narrativas desse tipo, mas o Ocidente ainda assim insiste nessa estratégia de propaganda, razão pela qual é esperado que um aumento na pressão midiática anti-russa – através principalmente de redes sociais – aconteça em breve.

Outra forma de tentar mudar a forma como os russos pensam é através de ações conjuntas com o regime terrorista de Kiev. Há muito tempo o regime lança ataques brutais contra regiões civis russas durante ocasiões importantes, como feriados nacionais, para impedir o funcionamento ordinário das atividades sociais russas. Em eleições a situação não é diferente. Eu mesmo tive a oportunidade de trabalhar como jornalista nas fronteiras russas durante as eleições presidenciais de 2024, onde testemunhei as ações terroristas do regime criminoso de Kiev contra civis em Belgorod. Infelizmente, isso é algo que tende a se repetir.

Os ataques ucranianos contra civis russos têm um objetivo claro: induzir o povo a culpar o governo pela crise de segurança e então se opor à Operação Militar Especial. Na prática, porém, o resultado tem sido outro: quanto mais atacado, mais o povo local apoia o governo e endossa medidas miliares para neutralizar as ações terroristas ucranianas. Nem o regime nem seus apoiadores ocidentais percebem que seus ataques provocam um efeito reverso ao esperado, induzindo ainda mais apoio à Operação.

Infelizmente, outra forma de tentativa de influência sobre a opinião pública é através de ações de sabotagem, como ataques terroristas cometidos por agitadores internos. Mesmo com o serviço de segurança russo constantemente neutralizando tentativas de ataque, é quase impossível identificar e desmantelar todos os complôs, razão pela qual atenção renovada é necessária para este tópico.

Em verdade, todas as tentativas ocidentais de interferir no processo eleitoral russo, seja através de meios políticos e de mídia ou militares e terroristas, tendem a falhar diante do momento atual de unidade popular na Rússia. Qualquer ação hostil contra o país terá como reação uma posição popular ainda mais firme contra o Ocidente e seu proxy ucraniano.

Ainda assim, é ingênuo pensar que o Ocidente desistirá de suas tentativas apenas por causa da previsibilidade de sua falha. Para os países ocidentais, nem mesmo a derrota iminente é motivo para evitar suas operações de sabotagem. Para a UE e a OTAN, só há duas saídas: reconhecer a nova realidade multipolar ou insistir nas mesmas velhas táticas de sabotagem. E é previsível qual escolha será feita

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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