Colonos sionistas em Portugal promovem propaganda de guerra: confundem antissionismo com antissemitismo e levam “cultura israelense” para combater críticos ao genocídio.
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Chamou-se “Fórum IBEX 2026” e decorreu em Lisboa e Porto, Portugal, entre 4 e 7 deste mês de Maio. IBEX corresponde a Iberia Middle East Exchange, uma organização de propaganda sionista para a Península Ibérica, especialmente activa em Portugal.
Os rostos mais visíveis desta entidade, que pretende fazer-nos crer que existe uma identificação total entre a religião judaica e o sionismo, são dois cidadãos judeus portugueses, Yosef e Elisheva Santos, aos quais foi atribuída também a cidadania israelita. Habitam no colonato ilegal de Neve Daniel, na Cisjordânia, território palestiniano a que o colonialismo israelita insiste em chamar “Judeia”.
O que vieram fazer a Portugal estes genocidas, enquanto o seu país é responsável por três guerras em curso, contra a Palestina, o Líbano e o Irão? Proporcionar “informação rigorosa, iniciativas de diálogo responsável e acções que valorizem a verdade, o respeito, a justiça e a dignidade humana”.
Leram bem: “a verdade, o respeito, a justiça e a dignidade humana” – matérias sobre as quais o Israel tem tudo a ensinar ao mundo.
Sabemos que grupos terroristas sionistas depois envolvidos nas atrocidades que deram origem ao Estado de Israel foram formados no interior do regime fascista italiano de Mussolini. É o caso do Irgun, que teve como chefe mais conhecido o futuro primeiro-ministro Menahen Begin e chegou a integrar a Marinha de Guerra do Duce.
Por isso não surpreende que encontremos na propaganda sionista traços que nos conduzem até ao propagandista-mor de Hitler e do nazismo, Joseph Goebbels. É verdade que os métodos destes agitadores actuais parecem mais primários, mas devemos levar em conta que, pelo menos em Portugal, os governos e a comunicação social têm criado um ambiente de boa receptividade aos crimes israelitas através uma irmandade entre a clique política de Lisboa e os interesses de Israel.
Qual o objectivo declarado pelos colonos promotores do “Fórum IBEX”? Pois “combater o anti-semitismo em Portugal”. Ora mesmo escrita em Português, esta frase necessita de tradução. O que os propagandistas pretendem é montar uma campanha contra todas as correntes da sociedade portuguesa que se opõem e desmascaram os crimes do sionismo e de Israel.
Para atingirem os seus fins, os agentes israelitas prometeram “levar o que Israel tem de melhor a todas as montras do país, de Norte a Sul, televisão e rádio, centros culturais, teatros, cinemas e galerias de exposições, universidades. Nada ficará de fora”. Um autêntico blitzkrieg de propaganda.
Isto é, trouxeram um programa de intoxicação dirigido sobretudo a uma classe média portuguesa incipiente do ponto de vista intelectual, facilmente manipulada pela tecnocracia, pelo próprio tecno-feudalismo e vulnerável a referências culturais e artísticas que não passam da superficialidade.
Nos anos setenta do século passado, o ministro trabalhista israelita dos Negócios Estrangeiros dos governos de Golda Meir, Abba Eban, conseguiu antecipar o tipo de propaganda que o casal Santos veio fazer a Portugal. Dizia ele que “uma das tarefas principais de qualquer diálogo com o mundo é provar que a distinção entre anti-sionismo e anti-semitismo não existe”. Ou seja, quem não estiver de acordo com a política criminosa de Israel é anti-semita.
Esta confusão de conceitos é um pilar do sionismo. Ora o sionismo é, ele próprio, anti-semita porque se dedica a perseguir e a chacinar povos semitas, como o palestiniano. E todos os principais dirigentes ao longo da história do sionismo nem sequer são semitas, não têm nada a ver etnicamente com o Médio Oriente. As comunidades de colonos que fundaram, dirigiram e dirigem o Estado de Israel têm origem europeia, norte-americana, posteriormente africana e do Sul da Arábia.
A grande mentira dos agentes Santos é esta: eles não são semitas, mas acham que têm o direito de acusar os que não concordam com o sionismo de serem anti-semitas. Assim como é abusivo dizer que os seguidores da religião judaica em todo o mundo são forçosamente sionistas. Trata-se de um abuso de confiança que muitos praticantes do judaísmo repudiam, porque não pretendem ser confundidos com actividades cruéis e repugnantes como as guerras de agressão, o genocídio, o extermínio e a limpeza étnica.
Nada disto surpreende, tratando-se de Israel. Não se esqueçam de que os colonos Santos vieram explicar a Portugal como o sionismo valoriza “a verdade, a justiça e a dignidade humana”. Na verdade, aquilo a que continuamos a assistir na Palestina, no Líbano e no Irão é o maior exemplo de respeito pela “dignidade humana”.


