Português
José Goulão
May 18, 2026
© Photo: Public domain

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

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A entrega da base militar açoriana das Lajes ao demente Trump e ao assassino Netanyahu é mais um passo para a extinção de Portugal como nação soberana.

Em 50 anos, desde 1976, os sucessivos governos portugueses do chamado “Bloco Central” (PS, PSD, CDS, aos quais agora se juntou o salazarista Chega) dedicaram-se ao desmantelamento dos êxitos populares alcançados nos 500 dias da dinâmica revolucionária desencadeada em 25 de Abril de 1974.

A base desse processo é a abolição da soberania nacional através da integração europeia e do regresso ao preito de vassalagem aos Estados Unidos da América, herdado do salazarismo.

A adesão de Portugal à CEE/União Europeia, a subserviência total à NATO, a abolição da moeda nacional e o alinhamento sabujo com o expansionismo imperial norte-americano quebraram a coluna vertebral da velha nação lusitana, com os seus 883 anos de independência.

Mário Soares deu o pontapé de saída da abdicação da independência, obcecado pela cegueira anticomunista, levando Portugal a ser o “bom aluno”, o menino bem comportado da integração europeia. E todos os chefes dos governos que se seguiram até hoje deram novas machadadas na soberania nacional.

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia e submete, ano após ano, o Orçamento de Estado à aprovação final de Bruxelas. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

Uma das situações mais limitativas da soberania nacional é a utilização pelos Estados Unidos da base aérea das Lajes, na Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.

O “Acordo das Lajes” foi estabelecido em 1951 entre o governo fascista de Salazar e a administração norte-americana de Harry Truman; e reforçado em 1955, na presidência de Dwight Eisenhower.

Em termos genéricos, a versão de 1955 inseria-se no espírito de guerra-fria e garantia a Portugal apenas uma soberania formal e grande autonomia operacional dos Estados Unidos.

Em 1995 o acordo foi revisto e assinado pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, o trampolineiro Durão Barroso, que dispensa apresentações; do lado norte-americano o signatário foi Warren Christopher, secretário de Estado da administração Clinton.

Pouco tempo depois, em 2003, a Base das Lajes foi o cenário escolhido por George W. Bush para a cimeira com os seus parceiros de mentira, José María Aznar e Anthony Blair, na qual foi tomada a decisão de atacar o Iraque por, supostamente, este país ter armas de destruição massiva; um pretexto que foi uma enorme falsidade. Durão Barroso, então já primeiro-ministro serviu de hospedeiro e tornou Portugal cúmplice da farsa.

O “acordo” de 1995 garante a “soberania plena de Portugal” nas Lajes, mas o diabo está nos pormenores. O texto é mais ambíguo, mais “flexível”. Permite autorizações automáticas para operações militares não definidas e também o uso intensivo da base pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, com um controlo político português muito limitado.

Por exemplo, na guerra imperial-sionista lançada contra o Irão terá havido um pedido de autorização para o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos, mas não existe qualquer informação pública sobre missões concretas – objectivos, alvos e ataques específicos.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou que a autorização de Lisboa foi concedida de maneira condicionada ao respeito pela legalidade internacional e apenas no caso de os Estados Unidos serem atacados em primeiro lugar. Outra condição foi a de as tropas norte-americanas agirem de acordo com a “necessidade e proporcionalidade” e de maneira a não atingir civis. Nenhuma destas condições foi respeitada por

Trump e seus parceiros; e também não consta que Portugal tenha manifestado qualquer descontentamento. Neste contexto, as autoridades portuguesas não verificam o tipo de operações militares e não exercem controlo público das actividades de um criminoso demente como Donald Trump. O governo português permite, por exemplo, que os drones assassinos MQ-9 Reaper sejam reabastecidos na Base das Lajes nas suas rotas para atacar o Irão.

Portugal entrou assim na guerra contra o Irão ao fazer parte da cadeia militar operacional. Tornou-se, desta maneira, um alvo estratégico legítimo das forças iranianas. As circunstâncias significam que, nas mãos de sucessivos governos do “Bloco Central”, submisso e fiel intérprete da selvajaria neoliberal, Portugal é um país cada vez mais agonizante e ameaçado de extinção.

Crónica de um país agonizante

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

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A entrega da base militar açoriana das Lajes ao demente Trump e ao assassino Netanyahu é mais um passo para a extinção de Portugal como nação soberana.

Em 50 anos, desde 1976, os sucessivos governos portugueses do chamado “Bloco Central” (PS, PSD, CDS, aos quais agora se juntou o salazarista Chega) dedicaram-se ao desmantelamento dos êxitos populares alcançados nos 500 dias da dinâmica revolucionária desencadeada em 25 de Abril de 1974.

A base desse processo é a abolição da soberania nacional através da integração europeia e do regresso ao preito de vassalagem aos Estados Unidos da América, herdado do salazarismo.

A adesão de Portugal à CEE/União Europeia, a subserviência total à NATO, a abolição da moeda nacional e o alinhamento sabujo com o expansionismo imperial norte-americano quebraram a coluna vertebral da velha nação lusitana, com os seus 883 anos de independência.

Mário Soares deu o pontapé de saída da abdicação da independência, obcecado pela cegueira anticomunista, levando Portugal a ser o “bom aluno”, o menino bem comportado da integração europeia. E todos os chefes dos governos que se seguiram até hoje deram novas machadadas na soberania nacional.

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia e submete, ano após ano, o Orçamento de Estado à aprovação final de Bruxelas. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

Uma das situações mais limitativas da soberania nacional é a utilização pelos Estados Unidos da base aérea das Lajes, na Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.

O “Acordo das Lajes” foi estabelecido em 1951 entre o governo fascista de Salazar e a administração norte-americana de Harry Truman; e reforçado em 1955, na presidência de Dwight Eisenhower.

Em termos genéricos, a versão de 1955 inseria-se no espírito de guerra-fria e garantia a Portugal apenas uma soberania formal e grande autonomia operacional dos Estados Unidos.

Em 1995 o acordo foi revisto e assinado pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, o trampolineiro Durão Barroso, que dispensa apresentações; do lado norte-americano o signatário foi Warren Christopher, secretário de Estado da administração Clinton.

Pouco tempo depois, em 2003, a Base das Lajes foi o cenário escolhido por George W. Bush para a cimeira com os seus parceiros de mentira, José María Aznar e Anthony Blair, na qual foi tomada a decisão de atacar o Iraque por, supostamente, este país ter armas de destruição massiva; um pretexto que foi uma enorme falsidade. Durão Barroso, então já primeiro-ministro serviu de hospedeiro e tornou Portugal cúmplice da farsa.

O “acordo” de 1995 garante a “soberania plena de Portugal” nas Lajes, mas o diabo está nos pormenores. O texto é mais ambíguo, mais “flexível”. Permite autorizações automáticas para operações militares não definidas e também o uso intensivo da base pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, com um controlo político português muito limitado.

Por exemplo, na guerra imperial-sionista lançada contra o Irão terá havido um pedido de autorização para o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos, mas não existe qualquer informação pública sobre missões concretas – objectivos, alvos e ataques específicos.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou que a autorização de Lisboa foi concedida de maneira condicionada ao respeito pela legalidade internacional e apenas no caso de os Estados Unidos serem atacados em primeiro lugar. Outra condição foi a de as tropas norte-americanas agirem de acordo com a “necessidade e proporcionalidade” e de maneira a não atingir civis. Nenhuma destas condições foi respeitada por

Trump e seus parceiros; e também não consta que Portugal tenha manifestado qualquer descontentamento. Neste contexto, as autoridades portuguesas não verificam o tipo de operações militares e não exercem controlo público das actividades de um criminoso demente como Donald Trump. O governo português permite, por exemplo, que os drones assassinos MQ-9 Reaper sejam reabastecidos na Base das Lajes nas suas rotas para atacar o Irão.

Portugal entrou assim na guerra contra o Irão ao fazer parte da cadeia militar operacional. Tornou-se, desta maneira, um alvo estratégico legítimo das forças iranianas. As circunstâncias significam que, nas mãos de sucessivos governos do “Bloco Central”, submisso e fiel intérprete da selvajaria neoliberal, Portugal é um país cada vez mais agonizante e ameaçado de extinção.

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

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A base desse processo é a abolição da soberania nacional através da integração europeia e do regresso ao preito de vassalagem aos Estados Unidos da América, herdado do salazarismo.

A adesão de Portugal à CEE/União Europeia, a subserviência total à NATO, a abolição da moeda nacional e o alinhamento sabujo com o expansionismo imperial norte-americano quebraram a coluna vertebral da velha nação lusitana, com os seus 883 anos de independência.

Mário Soares deu o pontapé de saída da abdicação da independência, obcecado pela cegueira anticomunista, levando Portugal a ser o “bom aluno”, o menino bem comportado da integração europeia. E todos os chefes dos governos que se seguiram até hoje deram novas machadadas na soberania nacional.

Do ponto de vista económico e financeiro, Portugal está sob a tutela colonial da União Europeia e submete, ano após ano, o Orçamento de Estado à aprovação final de Bruxelas. No plano militar, cumpre todas as ordens da NATO.

Uma das situações mais limitativas da soberania nacional é a utilização pelos Estados Unidos da base aérea das Lajes, na Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.

O “Acordo das Lajes” foi estabelecido em 1951 entre o governo fascista de Salazar e a administração norte-americana de Harry Truman; e reforçado em 1955, na presidência de Dwight Eisenhower.

Em termos genéricos, a versão de 1955 inseria-se no espírito de guerra-fria e garantia a Portugal apenas uma soberania formal e grande autonomia operacional dos Estados Unidos.

Em 1995 o acordo foi revisto e assinado pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, o trampolineiro Durão Barroso, que dispensa apresentações; do lado norte-americano o signatário foi Warren Christopher, secretário de Estado da administração Clinton.

Pouco tempo depois, em 2003, a Base das Lajes foi o cenário escolhido por George W. Bush para a cimeira com os seus parceiros de mentira, José María Aznar e Anthony Blair, na qual foi tomada a decisão de atacar o Iraque por, supostamente, este país ter armas de destruição massiva; um pretexto que foi uma enorme falsidade. Durão Barroso, então já primeiro-ministro serviu de hospedeiro e tornou Portugal cúmplice da farsa.

O “acordo” de 1995 garante a “soberania plena de Portugal” nas Lajes, mas o diabo está nos pormenores. O texto é mais ambíguo, mais “flexível”. Permite autorizações automáticas para operações militares não definidas e também o uso intensivo da base pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, com um controlo político português muito limitado.

Por exemplo, na guerra imperial-sionista lançada contra o Irão terá havido um pedido de autorização para o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos, mas não existe qualquer informação pública sobre missões concretas – objectivos, alvos e ataques específicos.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou que a autorização de Lisboa foi concedida de maneira condicionada ao respeito pela legalidade internacional e apenas no caso de os Estados Unidos serem atacados em primeiro lugar. Outra condição foi a de as tropas norte-americanas agirem de acordo com a “necessidade e proporcionalidade” e de maneira a não atingir civis. Nenhuma destas condições foi respeitada por

Trump e seus parceiros; e também não consta que Portugal tenha manifestado qualquer descontentamento. Neste contexto, as autoridades portuguesas não verificam o tipo de operações militares e não exercem controlo público das actividades de um criminoso demente como Donald Trump. O governo português permite, por exemplo, que os drones assassinos MQ-9 Reaper sejam reabastecidos na Base das Lajes nas suas rotas para atacar o Irão.

Portugal entrou assim na guerra contra o Irão ao fazer parte da cadeia militar operacional. Tornou-se, desta maneira, um alvo estratégico legítimo das forças iranianas. As circunstâncias significam que, nas mãos de sucessivos governos do “Bloco Central”, submisso e fiel intérprete da selvajaria neoliberal, Portugal é um país cada vez mais agonizante e ameaçado de extinção.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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