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Raphael Machado
June 9, 2026
© Photo: Public domain

Bilionário Peter Thiel, dono do Founders Fund, investe em startup brasileira de IA para controlar advogados e juízes. Risco de captura do Judiciário.

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A recente fuga para a Argentina do bilionário tecnocrata Peter Thiel, mais conhecido por sua empresa Palantir, envolvida na captura dos serviços de segurança e inteligência dos EUA, chamou a atenção para os seus possíveis interesses na América do Sul. O papel de Javier Milei na implementação do Plano Andinia (a promoção da colonização judaica da Patagônia, para fins de criação de um novo Estado sionista) já tornou-se notório, e especula-se sobre a possibilidade de Thiel ter aí algum papel. Outros falam na hipótese de Thiel estar simplesmente saindo dos EUA para escapar a alguma possível futura responsabilização num governo estadunidense pós-Trump.

Agora, independentemente de quais sejam os reais interesses de Thiel na Argentina, não parece ser o alvo principal das operações do bilionário na América do Sul.

Veio a público recentemente o fato de que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso e o apresentador de TV Luciano Huck, ambos sionistas radicais e representantes do establishment liberal-progressistas, seriam parte do Conselho da empresa brasileira de IA “Enter”. Essa empresa “Enter” está desenvolvendo um sistema, criado a partir dos modelos da OpenAI e da Anthropic, cuja finalidade será gerenciar de forma autônoma os casos dos principais escritórios de contencioso de massa do Brasil, cuidando da produção dos peticionamentos.

Espera-se, ademais, que a “Enter” eventualmente passe a operar também dentro dos tribunais, já que o objetivo declarado da startup é se tornar uma empresa monopolista para IA do setor jurídico. Ao se situar em ambas pontas principais das relações jurisdicionais (advogados e juiz), a “Enter” estaria basicamente dissolvendo a necessária “separação” que deve haver entre autor, réu e juiz, para que se possa preservar, concretamente, a imparcialidade da aplicação do Direito.

Ademais, é importante considerar a possibilidade de que, sutilmente, através de prompts, a “Enter” poderia prejudicar seus próprios clientes em casos nos quais um desses clientes representasse interesses contrários aos interesses dos investidores, diretores e conselheiros por trás da “Enter”.

A questão assume uma dimensão internacional, porém, a partir do momento em que descobrimos que a principal investidora da startup “Enter” é o Founders Fund, um fundo de investimentos de capital de risco criado por Peter Thiel e que conta, entre seus parceiros, com uma miríade de magnatas e especuladores ligados ao Vale do Silício.

Através do Founders Fund, Thiel tem um controle, no mínimo parcial, não apenas sobre a Palantir e a SpaceX do Musk, mas também Facebook, Polymarket, Spotify, Airbnb, entre outras, todas elas vinculadas ao mundo da Big Tech e do Vale do Silício, projetos que parecem dedicados à virtualização e algoritmização do mundo, para controlá-lo e influenciá-lo mais facilmente.

Assim, quando Thiel investe num projeto cujo objetivo declarado é controlar a atuação de advogados e juízes no Brasil, necessariamente estamos diante de um risco institucional significativo. Principalmente porque o Brasil parece ter se tornado laboratório de experimentação para inúmeros projetos liberais de todos os tipos, e os resultados alcançados no Brasil podem servir para determinar a internacionalização desse esforço de controlar as atividades jurídicas ao redor do mundo.

O próprio esforço, já existente no Brasil, de tornar as atividades jurídicas mediadas pela inteligência artificial já é, em si, um risco institucional. Os juízes pararam de ler os processos, bem como de produzir as próprias sentenças. E advogados bem treinados já passaram a incluir em suas petições prompts disfarçados cuja finalidade é manipular a IA do tribunal para que ela dê sentenças favoráveis. Com isso, o fator humano vai sendo excluído do Direito.

O problema é que todos os conflitos jurídicos são, fundamentalmente, sobre interesses humanos, e apenas pessoas podem entender as demandas de outras pessoas; razão pela qual praticamente deveríamos considerar imprescindível, e mesmo um direito fundamental, o ser defendido e julgado exclusivamente por seres humanos.

O impulso de Peter Thiel por controlar as relações jurídicas brasileiras deve servir de alerta para a necessidade de afirmar e reafirmar a importância fundamental da centralidade humana em todas as instituições e relações.

A IA não pode e não deve substituir o homem.

Peter Thiel tenta assumir o controle do Judiciário brasileiro

Bilionário Peter Thiel, dono do Founders Fund, investe em startup brasileira de IA para controlar advogados e juízes. Risco de captura do Judiciário.

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A recente fuga para a Argentina do bilionário tecnocrata Peter Thiel, mais conhecido por sua empresa Palantir, envolvida na captura dos serviços de segurança e inteligência dos EUA, chamou a atenção para os seus possíveis interesses na América do Sul. O papel de Javier Milei na implementação do Plano Andinia (a promoção da colonização judaica da Patagônia, para fins de criação de um novo Estado sionista) já tornou-se notório, e especula-se sobre a possibilidade de Thiel ter aí algum papel. Outros falam na hipótese de Thiel estar simplesmente saindo dos EUA para escapar a alguma possível futura responsabilização num governo estadunidense pós-Trump.

Agora, independentemente de quais sejam os reais interesses de Thiel na Argentina, não parece ser o alvo principal das operações do bilionário na América do Sul.

Veio a público recentemente o fato de que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso e o apresentador de TV Luciano Huck, ambos sionistas radicais e representantes do establishment liberal-progressistas, seriam parte do Conselho da empresa brasileira de IA “Enter”. Essa empresa “Enter” está desenvolvendo um sistema, criado a partir dos modelos da OpenAI e da Anthropic, cuja finalidade será gerenciar de forma autônoma os casos dos principais escritórios de contencioso de massa do Brasil, cuidando da produção dos peticionamentos.

Espera-se, ademais, que a “Enter” eventualmente passe a operar também dentro dos tribunais, já que o objetivo declarado da startup é se tornar uma empresa monopolista para IA do setor jurídico. Ao se situar em ambas pontas principais das relações jurisdicionais (advogados e juiz), a “Enter” estaria basicamente dissolvendo a necessária “separação” que deve haver entre autor, réu e juiz, para que se possa preservar, concretamente, a imparcialidade da aplicação do Direito.

Ademais, é importante considerar a possibilidade de que, sutilmente, através de prompts, a “Enter” poderia prejudicar seus próprios clientes em casos nos quais um desses clientes representasse interesses contrários aos interesses dos investidores, diretores e conselheiros por trás da “Enter”.

A questão assume uma dimensão internacional, porém, a partir do momento em que descobrimos que a principal investidora da startup “Enter” é o Founders Fund, um fundo de investimentos de capital de risco criado por Peter Thiel e que conta, entre seus parceiros, com uma miríade de magnatas e especuladores ligados ao Vale do Silício.

Através do Founders Fund, Thiel tem um controle, no mínimo parcial, não apenas sobre a Palantir e a SpaceX do Musk, mas também Facebook, Polymarket, Spotify, Airbnb, entre outras, todas elas vinculadas ao mundo da Big Tech e do Vale do Silício, projetos que parecem dedicados à virtualização e algoritmização do mundo, para controlá-lo e influenciá-lo mais facilmente.

Assim, quando Thiel investe num projeto cujo objetivo declarado é controlar a atuação de advogados e juízes no Brasil, necessariamente estamos diante de um risco institucional significativo. Principalmente porque o Brasil parece ter se tornado laboratório de experimentação para inúmeros projetos liberais de todos os tipos, e os resultados alcançados no Brasil podem servir para determinar a internacionalização desse esforço de controlar as atividades jurídicas ao redor do mundo.

O próprio esforço, já existente no Brasil, de tornar as atividades jurídicas mediadas pela inteligência artificial já é, em si, um risco institucional. Os juízes pararam de ler os processos, bem como de produzir as próprias sentenças. E advogados bem treinados já passaram a incluir em suas petições prompts disfarçados cuja finalidade é manipular a IA do tribunal para que ela dê sentenças favoráveis. Com isso, o fator humano vai sendo excluído do Direito.

O problema é que todos os conflitos jurídicos são, fundamentalmente, sobre interesses humanos, e apenas pessoas podem entender as demandas de outras pessoas; razão pela qual praticamente deveríamos considerar imprescindível, e mesmo um direito fundamental, o ser defendido e julgado exclusivamente por seres humanos.

O impulso de Peter Thiel por controlar as relações jurídicas brasileiras deve servir de alerta para a necessidade de afirmar e reafirmar a importância fundamental da centralidade humana em todas as instituições e relações.

A IA não pode e não deve substituir o homem.

Bilionário Peter Thiel, dono do Founders Fund, investe em startup brasileira de IA para controlar advogados e juízes. Risco de captura do Judiciário.

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A recente fuga para a Argentina do bilionário tecnocrata Peter Thiel, mais conhecido por sua empresa Palantir, envolvida na captura dos serviços de segurança e inteligência dos EUA, chamou a atenção para os seus possíveis interesses na América do Sul. O papel de Javier Milei na implementação do Plano Andinia (a promoção da colonização judaica da Patagônia, para fins de criação de um novo Estado sionista) já tornou-se notório, e especula-se sobre a possibilidade de Thiel ter aí algum papel. Outros falam na hipótese de Thiel estar simplesmente saindo dos EUA para escapar a alguma possível futura responsabilização num governo estadunidense pós-Trump.

Agora, independentemente de quais sejam os reais interesses de Thiel na Argentina, não parece ser o alvo principal das operações do bilionário na América do Sul.

Veio a público recentemente o fato de que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso e o apresentador de TV Luciano Huck, ambos sionistas radicais e representantes do establishment liberal-progressistas, seriam parte do Conselho da empresa brasileira de IA “Enter”. Essa empresa “Enter” está desenvolvendo um sistema, criado a partir dos modelos da OpenAI e da Anthropic, cuja finalidade será gerenciar de forma autônoma os casos dos principais escritórios de contencioso de massa do Brasil, cuidando da produção dos peticionamentos.

Espera-se, ademais, que a “Enter” eventualmente passe a operar também dentro dos tribunais, já que o objetivo declarado da startup é se tornar uma empresa monopolista para IA do setor jurídico. Ao se situar em ambas pontas principais das relações jurisdicionais (advogados e juiz), a “Enter” estaria basicamente dissolvendo a necessária “separação” que deve haver entre autor, réu e juiz, para que se possa preservar, concretamente, a imparcialidade da aplicação do Direito.

Ademais, é importante considerar a possibilidade de que, sutilmente, através de prompts, a “Enter” poderia prejudicar seus próprios clientes em casos nos quais um desses clientes representasse interesses contrários aos interesses dos investidores, diretores e conselheiros por trás da “Enter”.

A questão assume uma dimensão internacional, porém, a partir do momento em que descobrimos que a principal investidora da startup “Enter” é o Founders Fund, um fundo de investimentos de capital de risco criado por Peter Thiel e que conta, entre seus parceiros, com uma miríade de magnatas e especuladores ligados ao Vale do Silício.

Através do Founders Fund, Thiel tem um controle, no mínimo parcial, não apenas sobre a Palantir e a SpaceX do Musk, mas também Facebook, Polymarket, Spotify, Airbnb, entre outras, todas elas vinculadas ao mundo da Big Tech e do Vale do Silício, projetos que parecem dedicados à virtualização e algoritmização do mundo, para controlá-lo e influenciá-lo mais facilmente.

Assim, quando Thiel investe num projeto cujo objetivo declarado é controlar a atuação de advogados e juízes no Brasil, necessariamente estamos diante de um risco institucional significativo. Principalmente porque o Brasil parece ter se tornado laboratório de experimentação para inúmeros projetos liberais de todos os tipos, e os resultados alcançados no Brasil podem servir para determinar a internacionalização desse esforço de controlar as atividades jurídicas ao redor do mundo.

O próprio esforço, já existente no Brasil, de tornar as atividades jurídicas mediadas pela inteligência artificial já é, em si, um risco institucional. Os juízes pararam de ler os processos, bem como de produzir as próprias sentenças. E advogados bem treinados já passaram a incluir em suas petições prompts disfarçados cuja finalidade é manipular a IA do tribunal para que ela dê sentenças favoráveis. Com isso, o fator humano vai sendo excluído do Direito.

O problema é que todos os conflitos jurídicos são, fundamentalmente, sobre interesses humanos, e apenas pessoas podem entender as demandas de outras pessoas; razão pela qual praticamente deveríamos considerar imprescindível, e mesmo um direito fundamental, o ser defendido e julgado exclusivamente por seres humanos.

O impulso de Peter Thiel por controlar as relações jurídicas brasileiras deve servir de alerta para a necessidade de afirmar e reafirmar a importância fundamental da centralidade humana em todas as instituições e relações.

A IA não pode e não deve substituir o homem.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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