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Eduardo Vasco
August 8, 2025
© Photo: Public domain

O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

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O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, ex-presidente que tem se dedicado a conspirar contra o Brasil e pela intervenção dos Estados Unidos na soberania nacional, e que, também este ano, ajudou um criminoso de guerra israelense a fugir das autoridades brasileiras.

A informação, curiosamente, foi divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel, o que é revelador sobre a ligação umbilical da IHRA com o regime genocida de Tel Aviv, capitaneado pelo carniceiro Benjamin Netanyahu.

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, afirmou o ministério sionista. Essa declaração também demonstra que o intuito da IHRA não é a luta contra o antissemitismo, mas sim a defesa do Estado de Israel. De fato, o principal eixo da entidade é o lobby dentro de cada país para forçar a imposição de legislações que deturpem o significado de antissemitismo e o equipara a qualquer crítica à entidade genocida e terrorista que ela representa – isto é, o Estado de Israel.

No Brasil, o deputado Eduardo Pazuello – ministro da Saúde de Bolsonaro, responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros pela falta de cuidado governamental durante a pandemia da COVID-19 – propôs, em abril, o Projeto de Lei 472/25, que adota exatamente a definição de antissemitismo da IHRA. Na justificativa do PL, lê-se que “essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de Israel (…) será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias”.

O regime israelense, em sua declaração oficial, procura ainda passar uma imagem de apoio universal à IHRA, afirmando que ela recebe um “consenso global”. Contudo, em sua própria página na Internet, a organização lista apenas 43 países. Mas isso não quer dizer que esses países adotam plenamente as recomendações da entidade, como ela também admite. Ora, a Organização das Nações Unidas tem 193 Estados-membros. Isso significa que, mesmo nos cálculos mais favoráveis da IHRA, apenas 22% dos países lhe dão algum grau de legitimidade.

E os países que participam da IHRA não parecem estar realmente preocupados com as vítimas do holocausto eurojudeu de 80 anos atrás. A maioria dos países que adotam a IHRA rejeita anualmente a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentada pela Rússia, sobre a necessidade de combater a glorificação do nazismo. Como isso é possível?

Na verdade, não há contradição nenhuma. O sionismo, que se mascara de judaísmo, é um movimento que, desde as suas primeiras décadas, atuou contra a autodeterminação do povo judeu e implementou ativamente medidas, políticas e projetos para reprimir os judeus europeus. Em 1933, por exemplo, o Congresso da Organização Sionista Mundial recusou uma resolução que pedia uma atuação contra Adolf Hitler e o nazismo, alçados ao poder naquele ano na Alemanha. Em um memorando datado de 21 de junho daquele mesmo ano, enviado diretamente para o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, a Federação Sionista da Alemanha saudava o “renascimento da vida nacional” e o “princípio de raça” que orientava a política do III Reich.

Episódios como esse são relatados pelos próprios historiadores israelenses, como Ralph Schoenman. A OSM também rompeu boicote dos judeus à Alemanha nazista, ao converter o seu Banco Anglo-Palestino “no principal distribuidor de produtos nazistas em todo o Oriente Médio e no Norte da Europa” através de parceria firmada com o regime hitlerista.

Ele afirma que “os sionistas levaram para a Palestina o barão Von Mildenstein, do Serviço de Segurança das SS, numa visita de seis meses em apoio ao sionismo”, o que mereceu muitos elogios de Joseph Goebbels ao sionismo e, inclusive, a ordem para se cunhar “uma medalha com a suástica em um lado e a estrela de David sionista no outro” (Schoenman, A História Oculta do Sionismo: a verdadeira história da formação do Estado de Israel).

Ainda segundo Schoenman, os dirigentes sionistas – que depois fundariam o Estado de Israel com o apoio dos EUA e do Reino Unido – sabotaram organizadamente a migração de judeus europeus que tentavam fugir do holocausto, apenas porque aqueles judeus perseguidos não tinham a Palestina como destino e sim, sobretudo, os EUA.

Em 1937, o agente sionista Feivel Polkes, enviado a Berlim, falou pessoalmente a Adolf Eichmann que “os círculos nacionalistas judeus estavam deleitados pela política radical alemã, visto que, com ela, a força da população judaica na Palestina cresceria de tal modo que, num futuro previsível, os judeus chegariam a ter superioridade numérica sobre os árabes”. A famigerada colaboração sionista com o nazismo chegou ao ponto de entregar 800 mil judeus ao extermínio na Hungria apenas para salvar 600 “judeus preeminentes”.

A IHRA é, portanto, apenas mais uma das inúmeras ferramentas dos exterminadores de palestinos para disfarçar a sua longa história genocida e sequestrar a memória do holocausto eurojudeu – o qual eles apoiaram –, desvirtuando a legítima luta do povo judeu a fim de calar as milhões de vozes que se levantam para denunciar o Holocausto Palestino e perpetuar a ditadura repressiva na Palestina.

A IHRA e a luta inexistente do sionismo contra o nazismo

O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

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O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, ex-presidente que tem se dedicado a conspirar contra o Brasil e pela intervenção dos Estados Unidos na soberania nacional, e que, também este ano, ajudou um criminoso de guerra israelense a fugir das autoridades brasileiras.

A informação, curiosamente, foi divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel, o que é revelador sobre a ligação umbilical da IHRA com o regime genocida de Tel Aviv, capitaneado pelo carniceiro Benjamin Netanyahu.

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, afirmou o ministério sionista. Essa declaração também demonstra que o intuito da IHRA não é a luta contra o antissemitismo, mas sim a defesa do Estado de Israel. De fato, o principal eixo da entidade é o lobby dentro de cada país para forçar a imposição de legislações que deturpem o significado de antissemitismo e o equipara a qualquer crítica à entidade genocida e terrorista que ela representa – isto é, o Estado de Israel.

No Brasil, o deputado Eduardo Pazuello – ministro da Saúde de Bolsonaro, responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros pela falta de cuidado governamental durante a pandemia da COVID-19 – propôs, em abril, o Projeto de Lei 472/25, que adota exatamente a definição de antissemitismo da IHRA. Na justificativa do PL, lê-se que “essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de Israel (…) será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias”.

O regime israelense, em sua declaração oficial, procura ainda passar uma imagem de apoio universal à IHRA, afirmando que ela recebe um “consenso global”. Contudo, em sua própria página na Internet, a organização lista apenas 43 países. Mas isso não quer dizer que esses países adotam plenamente as recomendações da entidade, como ela também admite. Ora, a Organização das Nações Unidas tem 193 Estados-membros. Isso significa que, mesmo nos cálculos mais favoráveis da IHRA, apenas 22% dos países lhe dão algum grau de legitimidade.

E os países que participam da IHRA não parecem estar realmente preocupados com as vítimas do holocausto eurojudeu de 80 anos atrás. A maioria dos países que adotam a IHRA rejeita anualmente a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentada pela Rússia, sobre a necessidade de combater a glorificação do nazismo. Como isso é possível?

Na verdade, não há contradição nenhuma. O sionismo, que se mascara de judaísmo, é um movimento que, desde as suas primeiras décadas, atuou contra a autodeterminação do povo judeu e implementou ativamente medidas, políticas e projetos para reprimir os judeus europeus. Em 1933, por exemplo, o Congresso da Organização Sionista Mundial recusou uma resolução que pedia uma atuação contra Adolf Hitler e o nazismo, alçados ao poder naquele ano na Alemanha. Em um memorando datado de 21 de junho daquele mesmo ano, enviado diretamente para o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, a Federação Sionista da Alemanha saudava o “renascimento da vida nacional” e o “princípio de raça” que orientava a política do III Reich.

Episódios como esse são relatados pelos próprios historiadores israelenses, como Ralph Schoenman. A OSM também rompeu boicote dos judeus à Alemanha nazista, ao converter o seu Banco Anglo-Palestino “no principal distribuidor de produtos nazistas em todo o Oriente Médio e no Norte da Europa” através de parceria firmada com o regime hitlerista.

Ele afirma que “os sionistas levaram para a Palestina o barão Von Mildenstein, do Serviço de Segurança das SS, numa visita de seis meses em apoio ao sionismo”, o que mereceu muitos elogios de Joseph Goebbels ao sionismo e, inclusive, a ordem para se cunhar “uma medalha com a suástica em um lado e a estrela de David sionista no outro” (Schoenman, A História Oculta do Sionismo: a verdadeira história da formação do Estado de Israel).

Ainda segundo Schoenman, os dirigentes sionistas – que depois fundariam o Estado de Israel com o apoio dos EUA e do Reino Unido – sabotaram organizadamente a migração de judeus europeus que tentavam fugir do holocausto, apenas porque aqueles judeus perseguidos não tinham a Palestina como destino e sim, sobretudo, os EUA.

Em 1937, o agente sionista Feivel Polkes, enviado a Berlim, falou pessoalmente a Adolf Eichmann que “os círculos nacionalistas judeus estavam deleitados pela política radical alemã, visto que, com ela, a força da população judaica na Palestina cresceria de tal modo que, num futuro previsível, os judeus chegariam a ter superioridade numérica sobre os árabes”. A famigerada colaboração sionista com o nazismo chegou ao ponto de entregar 800 mil judeus ao extermínio na Hungria apenas para salvar 600 “judeus preeminentes”.

A IHRA é, portanto, apenas mais uma das inúmeras ferramentas dos exterminadores de palestinos para disfarçar a sua longa história genocida e sequestrar a memória do holocausto eurojudeu – o qual eles apoiaram –, desvirtuando a legítima luta do povo judeu a fim de calar as milhões de vozes que se levantam para denunciar o Holocausto Palestino e perpetuar a ditadura repressiva na Palestina.

O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

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O Brasil retirou seu status de observador da infame Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), alcançado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, ex-presidente que tem se dedicado a conspirar contra o Brasil e pela intervenção dos Estados Unidos na soberania nacional, e que, também este ano, ajudou um criminoso de guerra israelense a fugir das autoridades brasileiras.

A informação, curiosamente, foi divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel, o que é revelador sobre a ligação umbilical da IHRA com o regime genocida de Tel Aviv, capitaneado pelo carniceiro Benjamin Netanyahu.

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, afirmou o ministério sionista. Essa declaração também demonstra que o intuito da IHRA não é a luta contra o antissemitismo, mas sim a defesa do Estado de Israel. De fato, o principal eixo da entidade é o lobby dentro de cada país para forçar a imposição de legislações que deturpem o significado de antissemitismo e o equipara a qualquer crítica à entidade genocida e terrorista que ela representa – isto é, o Estado de Israel.

No Brasil, o deputado Eduardo Pazuello – ministro da Saúde de Bolsonaro, responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros pela falta de cuidado governamental durante a pandemia da COVID-19 – propôs, em abril, o Projeto de Lei 472/25, que adota exatamente a definição de antissemitismo da IHRA. Na justificativa do PL, lê-se que “essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de Israel (…) será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias”.

O regime israelense, em sua declaração oficial, procura ainda passar uma imagem de apoio universal à IHRA, afirmando que ela recebe um “consenso global”. Contudo, em sua própria página na Internet, a organização lista apenas 43 países. Mas isso não quer dizer que esses países adotam plenamente as recomendações da entidade, como ela também admite. Ora, a Organização das Nações Unidas tem 193 Estados-membros. Isso significa que, mesmo nos cálculos mais favoráveis da IHRA, apenas 22% dos países lhe dão algum grau de legitimidade.

E os países que participam da IHRA não parecem estar realmente preocupados com as vítimas do holocausto eurojudeu de 80 anos atrás. A maioria dos países que adotam a IHRA rejeita anualmente a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentada pela Rússia, sobre a necessidade de combater a glorificação do nazismo. Como isso é possível?

Na verdade, não há contradição nenhuma. O sionismo, que se mascara de judaísmo, é um movimento que, desde as suas primeiras décadas, atuou contra a autodeterminação do povo judeu e implementou ativamente medidas, políticas e projetos para reprimir os judeus europeus. Em 1933, por exemplo, o Congresso da Organização Sionista Mundial recusou uma resolução que pedia uma atuação contra Adolf Hitler e o nazismo, alçados ao poder naquele ano na Alemanha. Em um memorando datado de 21 de junho daquele mesmo ano, enviado diretamente para o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, a Federação Sionista da Alemanha saudava o “renascimento da vida nacional” e o “princípio de raça” que orientava a política do III Reich.

Episódios como esse são relatados pelos próprios historiadores israelenses, como Ralph Schoenman. A OSM também rompeu boicote dos judeus à Alemanha nazista, ao converter o seu Banco Anglo-Palestino “no principal distribuidor de produtos nazistas em todo o Oriente Médio e no Norte da Europa” através de parceria firmada com o regime hitlerista.

Ele afirma que “os sionistas levaram para a Palestina o barão Von Mildenstein, do Serviço de Segurança das SS, numa visita de seis meses em apoio ao sionismo”, o que mereceu muitos elogios de Joseph Goebbels ao sionismo e, inclusive, a ordem para se cunhar “uma medalha com a suástica em um lado e a estrela de David sionista no outro” (Schoenman, A História Oculta do Sionismo: a verdadeira história da formação do Estado de Israel).

Ainda segundo Schoenman, os dirigentes sionistas – que depois fundariam o Estado de Israel com o apoio dos EUA e do Reino Unido – sabotaram organizadamente a migração de judeus europeus que tentavam fugir do holocausto, apenas porque aqueles judeus perseguidos não tinham a Palestina como destino e sim, sobretudo, os EUA.

Em 1937, o agente sionista Feivel Polkes, enviado a Berlim, falou pessoalmente a Adolf Eichmann que “os círculos nacionalistas judeus estavam deleitados pela política radical alemã, visto que, com ela, a força da população judaica na Palestina cresceria de tal modo que, num futuro previsível, os judeus chegariam a ter superioridade numérica sobre os árabes”. A famigerada colaboração sionista com o nazismo chegou ao ponto de entregar 800 mil judeus ao extermínio na Hungria apenas para salvar 600 “judeus preeminentes”.

A IHRA é, portanto, apenas mais uma das inúmeras ferramentas dos exterminadores de palestinos para disfarçar a sua longa história genocida e sequestrar a memória do holocausto eurojudeu – o qual eles apoiaram –, desvirtuando a legítima luta do povo judeu a fim de calar as milhões de vozes que se levantam para denunciar o Holocausto Palestino e perpetuar a ditadura repressiva na Palestina.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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