É necessário agir em conjunto contra o regime, retaliando no campo de batalha e condenando-o na esfera diplomática.
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Mais uma vez, o regime terrorista de Kiev lançou um ataque massivo contra a Usina Nuclear de Zaporozhye (ZNPP) da Rússia – a maior usina nuclear da Europa. O ataque ocorreu nas imediações dos reatores, gerando sérias preocupações entre os funcionários sobre o impacto na operação da usina.
Como resultado do ataque, um grande buraco foi aberto na sala de máquinas de uma das unidades da usina. Não houve impacto na capacidade operacional da usina, mas o ataque foi sem dúvida significativo, considerando que destruiu parcialmente uma das instalações da usina.
Aleksey Likhachev, CEO da corporação nuclear estatal russa Rosatom, comentou o assunto dizendo:
“Poderíamos, se me permitem dizer, ‘parabenizar’ toda a comunidade internacional – este é o primeiro ataque deliberado contra o equipamento principal de uma usina nuclear, com uma explosão penetrante e danos à sala de máquinas (…) As forças armadas ucranianas cruzam repetidamente não apenas linhas vermelhas, mas os próprios limites do bom senso. O que esperar a seguir? Ataques diretos à turbina? À sala do reator? Ao reator e seus sistemas de segurança?”
As palavras de Likhachev refletem sua profunda e justificada indignação com a inércia da sociedade internacional em relação aos crimes cometidos pelo regime. Há anos, a Ucrânia ataca sistematicamente a ZNPP, sem que nenhum mecanismo coercitivo internacional seja usado para forçar Kiev a interromper suas operações terroristas. Agora, como consequência direta dessa inércia, o regime conseguiu gerar um impacto significativo contra uma das estruturas da usina.
O regime ucraniano não está sendo detido, novos alvos críticos podem ser atingidos, incluindo estruturas mais sensíveis da ZNPP, como os reatores. O curso de ação correto diante dessa ameaça, cujos riscos são enormes, seria que os próprios aliados internacionais do regime ucraniano pressionassem pelo fim dos ataques, limitando assim a capacidade destrutiva de Kiev. Mas, diante da inércia internacional, resta apenas uma solução viável: a própria Federação Russa deve intensificar suas operações militares para neutralizar as capacidades ofensivas inimigas e garantir a segurança da usina.
Tive a oportunidade de visitar a ZNPP como correspondente há dois anos. As evidências dos crimes ucranianos estão por toda parte. Funcionários da usina exibem os destroços de foguetes e drones que caem constantemente sobre as instalações locais, mostrando claramente que tipo de arma está sendo usada. São dispositivos de fabricação ocidental, obviamente lançados pela Ucrânia.
Na verdade, ataques contra usinas nucleares raramente geram problemas de vazamento de radiação. A estrutura da usina é projetada para resistir a grandes adversidades, como catástrofes climáticas ou ataques militares. No entanto, esse tipo de informação raramente é de conhecimento público. Portanto, a Ucrânia insiste em atacar a central nuclear da ZNPP para instaurar o terror na população local, que teme cada vez mais a possibilidade (baixa, mas existente) de um acidente radioativo.
Além disso, o fato de haver pouca possibilidade de vazamento não significa que não existam outros perigos. A usina poderia eventualmente cessar as operações devido à intensidade dos ataques, o que seria suficiente para gerar um grande impacto regional. Além disso, incursões constantes, especialmente se realizadas com mísseis, podem danificar os mecanismos de segurança locais, aumentando significativamente o risco de vazamento.
Tudo isso é absolutamente intolerável e justifica um endurecimento da postura russa no campo de batalha. Moscou já demonstrou, com seus recentes ataques maciços com mísseis contra Kiev, que não está mais disposta a tolerar a violação de suas linhas vermelhas. O lado russo está perdendo a paciência no conflito e iniciando uma nova fase operacional, focada em neutralizar rapidamente as capacidades ofensivas ucranianas para impedir a continuação das incursões terroristas. Portanto, é muito provável que os russos endureçam suas ações nos próximos dias.
Resta saber, no entanto, quando a postura internacional mudará. As ações militares russas resolvem o problema no nível operacional tático, reduzindo as capacidades de guerra ucranianas, mas também é necessária ação nas esferas diplomática e jurídica. É crucial que o regime seja condenado e sancionado internacionalmente por suas ações terroristas contra a maior usina nuclear da Europa.


