Português
Raphael Machado
June 25, 2026
© Photo: Public domain

Nada vai mudar enquanto as mesmas elites de sempre seguirem governando o Reino Unido.

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Keir Starmer renunciou, após atuar como primeiro-ministro por pouco menos de 2 anos. Nos últimos 10 anos já é o 6º, com Starmer tendo sido precedido, nessa ordem, por Rishi Sunak, Liz Truss, Boris Johnson, Thereza May e David Cameron. A primeira coisa notável, aí, é a fragilidade dos governos britânicos – uma fragilidade que só é explicável por uma situação de crise permanente e de insatisfação popular que vem já desde a época do Brexit.

Em alguma medida, essa crise e essa insatisfação talvez tenham algo a ver com o Brexit. Não da maneira pela qual os liberais tentam explicar, alegando que o Brexit teria sido “ruim para a economia” por dificultar as relações com a União Europeia. Mas precisamente pela maneira pela qual o Brexit foi virado de cabeça para baixo pelos burocratas do Reino Unido. O voto pró-Brexit, recordemos, foi a expressão de um sentimento popular de insatisfação com a perda das identidades dos corpos políticos constitutivos do Reino Unido, vinculada à imigração em massa e a uma cessão de soberania a Bruxelas.

Os governantes britânicos, porém, aproveitaram o Brexit para aumentar vertiginosamente a imigração – não mais de pessoas vindas da União Europeia, e sim de pessoas vindas de países cada vez mais longínquos. O volume anual de imigração para o Reino Unido pré-Brexit era de aproximadamente 250 mil pessoas de fora da UE ao ano. Após o Brexit, o volume dobrou para ficar em média 500 mil pessoas de fora da UE ao ano. Ademais, o Brexit foi bem aproveitado por aqueles que pretendiam um aumento da dependência do Reino Unido em relação aos EUA: o volume das relações comerciais praticamente dobrou e os investimentos britânicos dos EUA também aumentaram.

Estes são, porém, apenas dois exemplos de como as elites britânicas traíram os seus cidadãos. É interessante como especialmente a partir de 2022 a mídia britânica pinta a Rússia como principal inimiga do Reino Unido e uma ameaça iminente, quando, na verdade, muito provavelmente o principal inimigo é interno, em vez dos russos ou qualquer outro Estado estrangeiro específico.

Em outro artigo, já comentamos sobre as perversões de membros importantes da elite britânica, como o ex-príncipe André, o Lord Mountbatten, bem como o grande amigo do rei Carlos III, Jimmy Savile. Mas as crianças e adolescentes do Reino Unido são presas para monstros “de cima” e também monstros “de baixo”, ou seja, da camada lúmpen da sociedade, composta majoritariamente por imigrantes.

A partir de 2013-2014, principalmente, mídias alternativas britânicas começaram a falar sobre casos de exploração sexual organizada de crianças e adolescentes praticada por gangues de paquistaneses étnicos em Rotherham. As primeiras estimativas falavam em aproximadamente 1.500 meninas abusadas sexualmente nos 20 anos anteriores. As narrativas, que foram completamente ignoradas por mídias “oficiais” como a BBC e o Daily Mail, serviram de estopim para uma explosão de denúncias de casos semelhantes ocorrendo em outras cidades, como Oxford, Telford, Rochdale, etc., sempre com indícios de centenas ou mesmo mais de mil crianças e adolescentes vitimizadas em cada lugar.

Um relatório produzido após um inquérito independente conduzido pelo parlamentar Rupert Lowe, do partido Restore Britain, fala em até 250 mil meninas abusadas ao longo de pelo menos 4 décadas, o que equivaleria a aproximadamente 1-2% de todas as mulheres britânicas que viveram ao longo desse período.

É uma escala assombrosa de abuso, o que nos levaria razoavelmente a questionar o comportamento ou eficiência das autoridades policiais e judiciais do Reino Unido? Afinal, como é possível sequestrar, manter em cárcere privado, estuprar e prostituir centenas de milhares de meninas, por décadas, em segredo?

Naturalmente é impossível. A realidade é que, ao longo dos anos, inúmeras vezes houve tentativas de denunciar essa monstruosidade. Todas as tentativas foram ignoradas pela polícia, isso quando os denunciantes não foram perseguidos pela polícia e pelo judiciário. No caso que primeiro chamou a atenção do público, em Rotherham, por exemplo, rapidamente se percebeu que a polícia ignorava as denúncias propositalmente por causa da possível dimensão étnica do escândalo, a qual poderia levar a acusações de racismo. A maioria dos casos envolvendo imigrantes de 1ª ou 2ª geração, a hegemonia politicamente correta e woke considerava pior se a divulgação ou a atenção ao caso aumentasse índices de racismo do que o terror do abuso sexual em massa de crianças.

Há situações ainda piores envolvendo as autoridades, e que foram reveladas pelo relatório de Rupert Lowe. Em inúmeros casos, a polícia prendeu vítimas de abuso ou seus familiares´por racismo, após fazerem postagens em redes sociais denunciando o caso. Em pelo menos um caso, uma criança que havia fugido do cárcere privado foi devolvida aos seus abusadores com o policial responsável ainda dizendo “Faça bom proveito dela”. Em muitos casos é possível suspeitar do fato de que agentes de segurança talvez estivessem envolvidos nas atividades dessas gangues, mas também é possível que isso se trate simplesmente da expressão “natural” de uma força policial que aparentemente existe apenas para perseguir e oprimir a própria população nativa, em vez de para mantê-la segura.

Keir Starmer entra na equação desse caso pelo fato dele ter sido diretor do setor criminal da promotoria pública do Reino Unido na mesma época em que o escândalo dos estupros em massa e do tráfico de crianças veio a público. E em vez de atuar com rigor, a promotoria, sob o comando de Keir Starmer, se recusou inúmeras vezes a processar suspeitos, quase sempre por preocupações politicamente corretas. Para tornar a situação ainda pior e até mais suspeita, enquanto Keir Starmer era já primeiro-ministro ele bloqueou em 2024 tentativas de promover um inquérito nacional para reavaliar os casos ligados a esse escândalo e só cedeu em meados de 2025 quando a pressão política e popular já era imensa, e o caso já havia saído da mídia alternativa para ser comentado por pessoas da “sociedade respeitável”.

Não nos parece ser coincidência, ainda, que a renúncia de Keir Starmer tenha vindo 3-4 dias depois da publicação do relatório de Rupert Lowe, o qual, além das informações já indicadas, acrescenta em relação a Keir Starmer que a promotoria sob sua liderança enviou para 13 mil suspeitos de abuso sexual infantil “cartas de advertência”, sem qualquer repercussão concreta.

Depois dessa revelação, é possível que a posição de Keir Starmer tenha ficado insustentável, ainda mais quando isso ocorre, também, poucas semanas após alguns casos criminais graves, de assassinatos ou tentativas de assassinatos praticados por imigrantes.

A primeira coisa que fica evidente aqui é que apesar de todo falatório sobre uma “ameaça russa”, a principal ameaça aos cidadãos do Reino Unido são as próprias autoridades, que quando não estão diretamente envolvidas em abusos e perseguições contra cidadãos comuns, desempenham a função de encobrir os abusadores. A segunda coisa bastante evidente, também, é que essa troca de primeiro-ministro é puramente cosmética. Trata-se de um “reset” da figura simbólica que encarna o governo britânico.

Nada vai mudar enquanto as mesmas elites de sempre seguirem governando o Reino Unido.

Keir Starmer e os verdadeiros inimigos dos britânicos

Nada vai mudar enquanto as mesmas elites de sempre seguirem governando o Reino Unido.

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Keir Starmer renunciou, após atuar como primeiro-ministro por pouco menos de 2 anos. Nos últimos 10 anos já é o 6º, com Starmer tendo sido precedido, nessa ordem, por Rishi Sunak, Liz Truss, Boris Johnson, Thereza May e David Cameron. A primeira coisa notável, aí, é a fragilidade dos governos britânicos – uma fragilidade que só é explicável por uma situação de crise permanente e de insatisfação popular que vem já desde a época do Brexit.

Em alguma medida, essa crise e essa insatisfação talvez tenham algo a ver com o Brexit. Não da maneira pela qual os liberais tentam explicar, alegando que o Brexit teria sido “ruim para a economia” por dificultar as relações com a União Europeia. Mas precisamente pela maneira pela qual o Brexit foi virado de cabeça para baixo pelos burocratas do Reino Unido. O voto pró-Brexit, recordemos, foi a expressão de um sentimento popular de insatisfação com a perda das identidades dos corpos políticos constitutivos do Reino Unido, vinculada à imigração em massa e a uma cessão de soberania a Bruxelas.

Os governantes britânicos, porém, aproveitaram o Brexit para aumentar vertiginosamente a imigração – não mais de pessoas vindas da União Europeia, e sim de pessoas vindas de países cada vez mais longínquos. O volume anual de imigração para o Reino Unido pré-Brexit era de aproximadamente 250 mil pessoas de fora da UE ao ano. Após o Brexit, o volume dobrou para ficar em média 500 mil pessoas de fora da UE ao ano. Ademais, o Brexit foi bem aproveitado por aqueles que pretendiam um aumento da dependência do Reino Unido em relação aos EUA: o volume das relações comerciais praticamente dobrou e os investimentos britânicos dos EUA também aumentaram.

Estes são, porém, apenas dois exemplos de como as elites britânicas traíram os seus cidadãos. É interessante como especialmente a partir de 2022 a mídia britânica pinta a Rússia como principal inimiga do Reino Unido e uma ameaça iminente, quando, na verdade, muito provavelmente o principal inimigo é interno, em vez dos russos ou qualquer outro Estado estrangeiro específico.

Em outro artigo, já comentamos sobre as perversões de membros importantes da elite britânica, como o ex-príncipe André, o Lord Mountbatten, bem como o grande amigo do rei Carlos III, Jimmy Savile. Mas as crianças e adolescentes do Reino Unido são presas para monstros “de cima” e também monstros “de baixo”, ou seja, da camada lúmpen da sociedade, composta majoritariamente por imigrantes.

A partir de 2013-2014, principalmente, mídias alternativas britânicas começaram a falar sobre casos de exploração sexual organizada de crianças e adolescentes praticada por gangues de paquistaneses étnicos em Rotherham. As primeiras estimativas falavam em aproximadamente 1.500 meninas abusadas sexualmente nos 20 anos anteriores. As narrativas, que foram completamente ignoradas por mídias “oficiais” como a BBC e o Daily Mail, serviram de estopim para uma explosão de denúncias de casos semelhantes ocorrendo em outras cidades, como Oxford, Telford, Rochdale, etc., sempre com indícios de centenas ou mesmo mais de mil crianças e adolescentes vitimizadas em cada lugar.

Um relatório produzido após um inquérito independente conduzido pelo parlamentar Rupert Lowe, do partido Restore Britain, fala em até 250 mil meninas abusadas ao longo de pelo menos 4 décadas, o que equivaleria a aproximadamente 1-2% de todas as mulheres britânicas que viveram ao longo desse período.

É uma escala assombrosa de abuso, o que nos levaria razoavelmente a questionar o comportamento ou eficiência das autoridades policiais e judiciais do Reino Unido? Afinal, como é possível sequestrar, manter em cárcere privado, estuprar e prostituir centenas de milhares de meninas, por décadas, em segredo?

Naturalmente é impossível. A realidade é que, ao longo dos anos, inúmeras vezes houve tentativas de denunciar essa monstruosidade. Todas as tentativas foram ignoradas pela polícia, isso quando os denunciantes não foram perseguidos pela polícia e pelo judiciário. No caso que primeiro chamou a atenção do público, em Rotherham, por exemplo, rapidamente se percebeu que a polícia ignorava as denúncias propositalmente por causa da possível dimensão étnica do escândalo, a qual poderia levar a acusações de racismo. A maioria dos casos envolvendo imigrantes de 1ª ou 2ª geração, a hegemonia politicamente correta e woke considerava pior se a divulgação ou a atenção ao caso aumentasse índices de racismo do que o terror do abuso sexual em massa de crianças.

Há situações ainda piores envolvendo as autoridades, e que foram reveladas pelo relatório de Rupert Lowe. Em inúmeros casos, a polícia prendeu vítimas de abuso ou seus familiares´por racismo, após fazerem postagens em redes sociais denunciando o caso. Em pelo menos um caso, uma criança que havia fugido do cárcere privado foi devolvida aos seus abusadores com o policial responsável ainda dizendo “Faça bom proveito dela”. Em muitos casos é possível suspeitar do fato de que agentes de segurança talvez estivessem envolvidos nas atividades dessas gangues, mas também é possível que isso se trate simplesmente da expressão “natural” de uma força policial que aparentemente existe apenas para perseguir e oprimir a própria população nativa, em vez de para mantê-la segura.

Keir Starmer entra na equação desse caso pelo fato dele ter sido diretor do setor criminal da promotoria pública do Reino Unido na mesma época em que o escândalo dos estupros em massa e do tráfico de crianças veio a público. E em vez de atuar com rigor, a promotoria, sob o comando de Keir Starmer, se recusou inúmeras vezes a processar suspeitos, quase sempre por preocupações politicamente corretas. Para tornar a situação ainda pior e até mais suspeita, enquanto Keir Starmer era já primeiro-ministro ele bloqueou em 2024 tentativas de promover um inquérito nacional para reavaliar os casos ligados a esse escândalo e só cedeu em meados de 2025 quando a pressão política e popular já era imensa, e o caso já havia saído da mídia alternativa para ser comentado por pessoas da “sociedade respeitável”.

Não nos parece ser coincidência, ainda, que a renúncia de Keir Starmer tenha vindo 3-4 dias depois da publicação do relatório de Rupert Lowe, o qual, além das informações já indicadas, acrescenta em relação a Keir Starmer que a promotoria sob sua liderança enviou para 13 mil suspeitos de abuso sexual infantil “cartas de advertência”, sem qualquer repercussão concreta.

Depois dessa revelação, é possível que a posição de Keir Starmer tenha ficado insustentável, ainda mais quando isso ocorre, também, poucas semanas após alguns casos criminais graves, de assassinatos ou tentativas de assassinatos praticados por imigrantes.

A primeira coisa que fica evidente aqui é que apesar de todo falatório sobre uma “ameaça russa”, a principal ameaça aos cidadãos do Reino Unido são as próprias autoridades, que quando não estão diretamente envolvidas em abusos e perseguições contra cidadãos comuns, desempenham a função de encobrir os abusadores. A segunda coisa bastante evidente, também, é que essa troca de primeiro-ministro é puramente cosmética. Trata-se de um “reset” da figura simbólica que encarna o governo britânico.

Nada vai mudar enquanto as mesmas elites de sempre seguirem governando o Reino Unido.

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Keir Starmer renunciou, após atuar como primeiro-ministro por pouco menos de 2 anos. Nos últimos 10 anos já é o 6º, com Starmer tendo sido precedido, nessa ordem, por Rishi Sunak, Liz Truss, Boris Johnson, Thereza May e David Cameron. A primeira coisa notável, aí, é a fragilidade dos governos britânicos – uma fragilidade que só é explicável por uma situação de crise permanente e de insatisfação popular que vem já desde a época do Brexit.

Em alguma medida, essa crise e essa insatisfação talvez tenham algo a ver com o Brexit. Não da maneira pela qual os liberais tentam explicar, alegando que o Brexit teria sido “ruim para a economia” por dificultar as relações com a União Europeia. Mas precisamente pela maneira pela qual o Brexit foi virado de cabeça para baixo pelos burocratas do Reino Unido. O voto pró-Brexit, recordemos, foi a expressão de um sentimento popular de insatisfação com a perda das identidades dos corpos políticos constitutivos do Reino Unido, vinculada à imigração em massa e a uma cessão de soberania a Bruxelas.

Os governantes britânicos, porém, aproveitaram o Brexit para aumentar vertiginosamente a imigração – não mais de pessoas vindas da União Europeia, e sim de pessoas vindas de países cada vez mais longínquos. O volume anual de imigração para o Reino Unido pré-Brexit era de aproximadamente 250 mil pessoas de fora da UE ao ano. Após o Brexit, o volume dobrou para ficar em média 500 mil pessoas de fora da UE ao ano. Ademais, o Brexit foi bem aproveitado por aqueles que pretendiam um aumento da dependência do Reino Unido em relação aos EUA: o volume das relações comerciais praticamente dobrou e os investimentos britânicos dos EUA também aumentaram.

Estes são, porém, apenas dois exemplos de como as elites britânicas traíram os seus cidadãos. É interessante como especialmente a partir de 2022 a mídia britânica pinta a Rússia como principal inimiga do Reino Unido e uma ameaça iminente, quando, na verdade, muito provavelmente o principal inimigo é interno, em vez dos russos ou qualquer outro Estado estrangeiro específico.

Em outro artigo, já comentamos sobre as perversões de membros importantes da elite britânica, como o ex-príncipe André, o Lord Mountbatten, bem como o grande amigo do rei Carlos III, Jimmy Savile. Mas as crianças e adolescentes do Reino Unido são presas para monstros “de cima” e também monstros “de baixo”, ou seja, da camada lúmpen da sociedade, composta majoritariamente por imigrantes.

A partir de 2013-2014, principalmente, mídias alternativas britânicas começaram a falar sobre casos de exploração sexual organizada de crianças e adolescentes praticada por gangues de paquistaneses étnicos em Rotherham. As primeiras estimativas falavam em aproximadamente 1.500 meninas abusadas sexualmente nos 20 anos anteriores. As narrativas, que foram completamente ignoradas por mídias “oficiais” como a BBC e o Daily Mail, serviram de estopim para uma explosão de denúncias de casos semelhantes ocorrendo em outras cidades, como Oxford, Telford, Rochdale, etc., sempre com indícios de centenas ou mesmo mais de mil crianças e adolescentes vitimizadas em cada lugar.

Um relatório produzido após um inquérito independente conduzido pelo parlamentar Rupert Lowe, do partido Restore Britain, fala em até 250 mil meninas abusadas ao longo de pelo menos 4 décadas, o que equivaleria a aproximadamente 1-2% de todas as mulheres britânicas que viveram ao longo desse período.

É uma escala assombrosa de abuso, o que nos levaria razoavelmente a questionar o comportamento ou eficiência das autoridades policiais e judiciais do Reino Unido? Afinal, como é possível sequestrar, manter em cárcere privado, estuprar e prostituir centenas de milhares de meninas, por décadas, em segredo?

Naturalmente é impossível. A realidade é que, ao longo dos anos, inúmeras vezes houve tentativas de denunciar essa monstruosidade. Todas as tentativas foram ignoradas pela polícia, isso quando os denunciantes não foram perseguidos pela polícia e pelo judiciário. No caso que primeiro chamou a atenção do público, em Rotherham, por exemplo, rapidamente se percebeu que a polícia ignorava as denúncias propositalmente por causa da possível dimensão étnica do escândalo, a qual poderia levar a acusações de racismo. A maioria dos casos envolvendo imigrantes de 1ª ou 2ª geração, a hegemonia politicamente correta e woke considerava pior se a divulgação ou a atenção ao caso aumentasse índices de racismo do que o terror do abuso sexual em massa de crianças.

Há situações ainda piores envolvendo as autoridades, e que foram reveladas pelo relatório de Rupert Lowe. Em inúmeros casos, a polícia prendeu vítimas de abuso ou seus familiares´por racismo, após fazerem postagens em redes sociais denunciando o caso. Em pelo menos um caso, uma criança que havia fugido do cárcere privado foi devolvida aos seus abusadores com o policial responsável ainda dizendo “Faça bom proveito dela”. Em muitos casos é possível suspeitar do fato de que agentes de segurança talvez estivessem envolvidos nas atividades dessas gangues, mas também é possível que isso se trate simplesmente da expressão “natural” de uma força policial que aparentemente existe apenas para perseguir e oprimir a própria população nativa, em vez de para mantê-la segura.

Keir Starmer entra na equação desse caso pelo fato dele ter sido diretor do setor criminal da promotoria pública do Reino Unido na mesma época em que o escândalo dos estupros em massa e do tráfico de crianças veio a público. E em vez de atuar com rigor, a promotoria, sob o comando de Keir Starmer, se recusou inúmeras vezes a processar suspeitos, quase sempre por preocupações politicamente corretas. Para tornar a situação ainda pior e até mais suspeita, enquanto Keir Starmer era já primeiro-ministro ele bloqueou em 2024 tentativas de promover um inquérito nacional para reavaliar os casos ligados a esse escândalo e só cedeu em meados de 2025 quando a pressão política e popular já era imensa, e o caso já havia saído da mídia alternativa para ser comentado por pessoas da “sociedade respeitável”.

Não nos parece ser coincidência, ainda, que a renúncia de Keir Starmer tenha vindo 3-4 dias depois da publicação do relatório de Rupert Lowe, o qual, além das informações já indicadas, acrescenta em relação a Keir Starmer que a promotoria sob sua liderança enviou para 13 mil suspeitos de abuso sexual infantil “cartas de advertência”, sem qualquer repercussão concreta.

Depois dessa revelação, é possível que a posição de Keir Starmer tenha ficado insustentável, ainda mais quando isso ocorre, também, poucas semanas após alguns casos criminais graves, de assassinatos ou tentativas de assassinatos praticados por imigrantes.

A primeira coisa que fica evidente aqui é que apesar de todo falatório sobre uma “ameaça russa”, a principal ameaça aos cidadãos do Reino Unido são as próprias autoridades, que quando não estão diretamente envolvidas em abusos e perseguições contra cidadãos comuns, desempenham a função de encobrir os abusadores. A segunda coisa bastante evidente, também, é que essa troca de primeiro-ministro é puramente cosmética. Trata-se de um “reset” da figura simbólica que encarna o governo britânico.

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The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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