Português
Eduardo Vasco
February 5, 2026
© Photo: Public domain

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam.

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Todos sabem como ficou o território europeu após a Segunda Guerra Mundial. Absolutamente devastado. Isso, somado às convulsões revolucionárias na Itália e na França, sobretudo, foi o preço pago pela burguesia internacional por apostar na solução fascista para a sua própria crise – em especial na Alemanha e na Itália.

Com o final da Guerra, o imperialismo aprendeu com o passado. Não poderia submeter as populações de nações tão poderosas na mesma base do Tratado de Versalhes. A matilha raivosa e solta que são os fascistas certamente ressurgiria. E o movimento proletário ainda era um perigo iminente enquanto a Europa não fosse estabilizada. Na Ásia e na África as colônias se levantavam, conquistavam sua independência, influenciavam as lutas do proletariado das metrópoles. A recuperação após a destruição das forças produtivas na II Guerra, gerando um período de prosperidade na Europa e nos Estados Unidos, salvou a burguesia possibilitando que ela pacificasse a situação com o chamado “estado de bem-estar social” – graças à imposição de ditaduras nos países oprimidos.

Com um novo ciclo de prosperidade econômica e a colaboração do stalinismo, que ordenou aos partidos comunistas contribuírem com a reconstrução capitalista da Europa, o regime foi se estabilizando, apesar das constantes crises nas colônias e semicolônias. Mas as duas guerras mundiais comprovavam que o sistema imperialista internacional estava acentuadamente em derrocada. Havia entrado em uma era de crises agudas sem verdadeira prosperidade como contrapartida – enquanto a crise é violenta, mundial e natural, a prosperidade é frágil, localizada e impulsionada por meios artificiais. O estado de bem-estar social jamais poderia repetir a forma ultrapassada da democracia burguesa, enterrada pelo fascismo. As duas formas políticas da dominação imperialista, portanto (a democracia parlamentar e o fascismo), deveriam coexistir dentro de um regime transitório, porque a primeira era impossível de ressurgir e o segundo era muito perigoso e poderia levar a uma nova guerra mundial, que ninguém ainda estava preparado, e que ameaçaria novamente todo o modo de produção capitalista. O imperialismo descobriu uma forma híbrida, que mesclasse uma relativa estabilidade social-democrata com um gradual esmagamento fascista do proletariado. Surgiu o neoliberalismo.

Esse regime híbrido e transitório foi previsto por Trótski, “contendo traços de um e de outro sistema; tal é, em geral, a lei de mudança de dois regimes sociais, mesmo de regimes irredutivelmente hostis. Há momentos em que a burguesia se apoia tanto na social-democracia como no fascismo, isto é, quando ela se serve simultaneamente de seus agentes conciliadores e de seus agentes terroristas”. Ainda nas palavras de Trótski:

A vitória do fascismo coroa-se quando o capital financeiro subordina, direta e imediatamente, todos os órgãos e instituições de domínio, de direção e de educação: o aparelho do Estado e o exército, as prefeituras, as universidades, as escolas, a imprensa, os sindicatos, as cooperativas. A fascistização do Estado significa não apenas “mussolinizar” as formas e os processos de direção – neste domínio as mudanças desempenham, no final das contas, um papel secundário – mas, antes de tudo e sobretudo, destruir as organizações operárias, reduzir o proletariado a um estado amorfo, criar um sistema de organismos que penetre profundamente nas massas e esteja destinado a impedir a cristalização independente do proletariado. É precisamente nisto que consiste a essência do regime fascista. (Trótski, E agora? A revolução alemã e a burocracia stalinista)

O neoliberalismo, que incorpora e adapta essas características fundamentais do fascismo, entregou à burguesia imperialista muito mais do que a democracia parlamentar jamais conseguiu. O próprio cadáver malcheiroso da social democracia, como batizou Rosa Luxemburgo, integrou-se plenamente à estrutura institucional dos partidos conservadores e liberais tradicionais dentro do regime neoliberal, como evidenciam claramente Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder. A velha social democracia era uma forma política incompatível com o capitalismo monopolista. Por um lado, ao se fechar o seu período histórico com a vitória da Revolução de Outubro, ela foi historicamente superada pelo comunismo revolucionário; por outro, os seus estilhaços não demoraram a se adaptar e a trabalhar para o novo regime.

Este regime, no entanto, preservou algumas formas da democracia parlamentar, como suas instituições, e, embora esteja amassando, pisoteando, cuspindo e arremessando na lama as liberdades democráticas, não as suprimiu integralmente. Embora o proletariado tenha sido jogado em um estado amorfo com o crescimento exponencial do desemprego e da informalidade, a desorganização e submissão dos sindicatos, as terceirizações etc., os seus instrumentos de luta não foram formal e oficialmente dissolvidos.

Depois da experiência fascista, em uma época de crise do imperialismo, a ditadura bonapartista tradicional incorporou essa nova tecnologia, muito mais à altura dos desafios da nova era do que a mera ditadura militar. Hitler e Mussolini comandaram a batalha mais perfeita, com as técnicas e recursos mais sofisticados, já travada pela burguesia contra o seu inimigo mortal, o proletariado. Essa guerra ainda não terminou e a burguesia pôde adaptar as táticas e as armas criadas pelo fascismo para utilizá-las nos combates seguintes. Além disso, as contradições da pequena burguesia com a grande propriedade e a classe operária não cessaram, o neoliberalismo empobrece a classe média, o lumpemproletariado cresce e a parte mais atrasada da massa operária amorfa, não encontrando alternativa revolucionária, é uma presa fácil para o fascismo.

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam. Em determinadas condições meteorológicas, o regime que se equilibra sobre ela pode desmoronar para um lado ou para outro – o lado do socialismo ou o lado do fascismo. A burguesia precisa estar preparada para isso. A centralização e monopolização econômica e política são asseguradas com métodos bonapartistas, como a preponderância do executivo, o cerco ao legislativo, o agigantamento do Estado e a mediação da luta de classes, mas os pitbulls, apesar de confinados no fundo do quintal, são diariamente alimentados, e a preocupação com seus cuidados se tornou parte do cotidiano dos seus donos.

No próximo artigo, veremos como o fascismo é um desdobramento natural do regime neoliberal – e da farsa da “luta pela democracia” que ele propaga.

Neoliberalismo, tábua de salvação do imperialismo (até agora)

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam.

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Todos sabem como ficou o território europeu após a Segunda Guerra Mundial. Absolutamente devastado. Isso, somado às convulsões revolucionárias na Itália e na França, sobretudo, foi o preço pago pela burguesia internacional por apostar na solução fascista para a sua própria crise – em especial na Alemanha e na Itália.

Com o final da Guerra, o imperialismo aprendeu com o passado. Não poderia submeter as populações de nações tão poderosas na mesma base do Tratado de Versalhes. A matilha raivosa e solta que são os fascistas certamente ressurgiria. E o movimento proletário ainda era um perigo iminente enquanto a Europa não fosse estabilizada. Na Ásia e na África as colônias se levantavam, conquistavam sua independência, influenciavam as lutas do proletariado das metrópoles. A recuperação após a destruição das forças produtivas na II Guerra, gerando um período de prosperidade na Europa e nos Estados Unidos, salvou a burguesia possibilitando que ela pacificasse a situação com o chamado “estado de bem-estar social” – graças à imposição de ditaduras nos países oprimidos.

Com um novo ciclo de prosperidade econômica e a colaboração do stalinismo, que ordenou aos partidos comunistas contribuírem com a reconstrução capitalista da Europa, o regime foi se estabilizando, apesar das constantes crises nas colônias e semicolônias. Mas as duas guerras mundiais comprovavam que o sistema imperialista internacional estava acentuadamente em derrocada. Havia entrado em uma era de crises agudas sem verdadeira prosperidade como contrapartida – enquanto a crise é violenta, mundial e natural, a prosperidade é frágil, localizada e impulsionada por meios artificiais. O estado de bem-estar social jamais poderia repetir a forma ultrapassada da democracia burguesa, enterrada pelo fascismo. As duas formas políticas da dominação imperialista, portanto (a democracia parlamentar e o fascismo), deveriam coexistir dentro de um regime transitório, porque a primeira era impossível de ressurgir e o segundo era muito perigoso e poderia levar a uma nova guerra mundial, que ninguém ainda estava preparado, e que ameaçaria novamente todo o modo de produção capitalista. O imperialismo descobriu uma forma híbrida, que mesclasse uma relativa estabilidade social-democrata com um gradual esmagamento fascista do proletariado. Surgiu o neoliberalismo.

Esse regime híbrido e transitório foi previsto por Trótski, “contendo traços de um e de outro sistema; tal é, em geral, a lei de mudança de dois regimes sociais, mesmo de regimes irredutivelmente hostis. Há momentos em que a burguesia se apoia tanto na social-democracia como no fascismo, isto é, quando ela se serve simultaneamente de seus agentes conciliadores e de seus agentes terroristas”. Ainda nas palavras de Trótski:

A vitória do fascismo coroa-se quando o capital financeiro subordina, direta e imediatamente, todos os órgãos e instituições de domínio, de direção e de educação: o aparelho do Estado e o exército, as prefeituras, as universidades, as escolas, a imprensa, os sindicatos, as cooperativas. A fascistização do Estado significa não apenas “mussolinizar” as formas e os processos de direção – neste domínio as mudanças desempenham, no final das contas, um papel secundário – mas, antes de tudo e sobretudo, destruir as organizações operárias, reduzir o proletariado a um estado amorfo, criar um sistema de organismos que penetre profundamente nas massas e esteja destinado a impedir a cristalização independente do proletariado. É precisamente nisto que consiste a essência do regime fascista. (Trótski, E agora? A revolução alemã e a burocracia stalinista)

O neoliberalismo, que incorpora e adapta essas características fundamentais do fascismo, entregou à burguesia imperialista muito mais do que a democracia parlamentar jamais conseguiu. O próprio cadáver malcheiroso da social democracia, como batizou Rosa Luxemburgo, integrou-se plenamente à estrutura institucional dos partidos conservadores e liberais tradicionais dentro do regime neoliberal, como evidenciam claramente Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder. A velha social democracia era uma forma política incompatível com o capitalismo monopolista. Por um lado, ao se fechar o seu período histórico com a vitória da Revolução de Outubro, ela foi historicamente superada pelo comunismo revolucionário; por outro, os seus estilhaços não demoraram a se adaptar e a trabalhar para o novo regime.

Este regime, no entanto, preservou algumas formas da democracia parlamentar, como suas instituições, e, embora esteja amassando, pisoteando, cuspindo e arremessando na lama as liberdades democráticas, não as suprimiu integralmente. Embora o proletariado tenha sido jogado em um estado amorfo com o crescimento exponencial do desemprego e da informalidade, a desorganização e submissão dos sindicatos, as terceirizações etc., os seus instrumentos de luta não foram formal e oficialmente dissolvidos.

Depois da experiência fascista, em uma época de crise do imperialismo, a ditadura bonapartista tradicional incorporou essa nova tecnologia, muito mais à altura dos desafios da nova era do que a mera ditadura militar. Hitler e Mussolini comandaram a batalha mais perfeita, com as técnicas e recursos mais sofisticados, já travada pela burguesia contra o seu inimigo mortal, o proletariado. Essa guerra ainda não terminou e a burguesia pôde adaptar as táticas e as armas criadas pelo fascismo para utilizá-las nos combates seguintes. Além disso, as contradições da pequena burguesia com a grande propriedade e a classe operária não cessaram, o neoliberalismo empobrece a classe média, o lumpemproletariado cresce e a parte mais atrasada da massa operária amorfa, não encontrando alternativa revolucionária, é uma presa fácil para o fascismo.

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam. Em determinadas condições meteorológicas, o regime que se equilibra sobre ela pode desmoronar para um lado ou para outro – o lado do socialismo ou o lado do fascismo. A burguesia precisa estar preparada para isso. A centralização e monopolização econômica e política são asseguradas com métodos bonapartistas, como a preponderância do executivo, o cerco ao legislativo, o agigantamento do Estado e a mediação da luta de classes, mas os pitbulls, apesar de confinados no fundo do quintal, são diariamente alimentados, e a preocupação com seus cuidados se tornou parte do cotidiano dos seus donos.

No próximo artigo, veremos como o fascismo é um desdobramento natural do regime neoliberal – e da farsa da “luta pela democracia” que ele propaga.

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam.

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Escreva para nós: info@strategic-culture.su

Todos sabem como ficou o território europeu após a Segunda Guerra Mundial. Absolutamente devastado. Isso, somado às convulsões revolucionárias na Itália e na França, sobretudo, foi o preço pago pela burguesia internacional por apostar na solução fascista para a sua própria crise – em especial na Alemanha e na Itália.

Com o final da Guerra, o imperialismo aprendeu com o passado. Não poderia submeter as populações de nações tão poderosas na mesma base do Tratado de Versalhes. A matilha raivosa e solta que são os fascistas certamente ressurgiria. E o movimento proletário ainda era um perigo iminente enquanto a Europa não fosse estabilizada. Na Ásia e na África as colônias se levantavam, conquistavam sua independência, influenciavam as lutas do proletariado das metrópoles. A recuperação após a destruição das forças produtivas na II Guerra, gerando um período de prosperidade na Europa e nos Estados Unidos, salvou a burguesia possibilitando que ela pacificasse a situação com o chamado “estado de bem-estar social” – graças à imposição de ditaduras nos países oprimidos.

Com um novo ciclo de prosperidade econômica e a colaboração do stalinismo, que ordenou aos partidos comunistas contribuírem com a reconstrução capitalista da Europa, o regime foi se estabilizando, apesar das constantes crises nas colônias e semicolônias. Mas as duas guerras mundiais comprovavam que o sistema imperialista internacional estava acentuadamente em derrocada. Havia entrado em uma era de crises agudas sem verdadeira prosperidade como contrapartida – enquanto a crise é violenta, mundial e natural, a prosperidade é frágil, localizada e impulsionada por meios artificiais. O estado de bem-estar social jamais poderia repetir a forma ultrapassada da democracia burguesa, enterrada pelo fascismo. As duas formas políticas da dominação imperialista, portanto (a democracia parlamentar e o fascismo), deveriam coexistir dentro de um regime transitório, porque a primeira era impossível de ressurgir e o segundo era muito perigoso e poderia levar a uma nova guerra mundial, que ninguém ainda estava preparado, e que ameaçaria novamente todo o modo de produção capitalista. O imperialismo descobriu uma forma híbrida, que mesclasse uma relativa estabilidade social-democrata com um gradual esmagamento fascista do proletariado. Surgiu o neoliberalismo.

Esse regime híbrido e transitório foi previsto por Trótski, “contendo traços de um e de outro sistema; tal é, em geral, a lei de mudança de dois regimes sociais, mesmo de regimes irredutivelmente hostis. Há momentos em que a burguesia se apoia tanto na social-democracia como no fascismo, isto é, quando ela se serve simultaneamente de seus agentes conciliadores e de seus agentes terroristas”. Ainda nas palavras de Trótski:

A vitória do fascismo coroa-se quando o capital financeiro subordina, direta e imediatamente, todos os órgãos e instituições de domínio, de direção e de educação: o aparelho do Estado e o exército, as prefeituras, as universidades, as escolas, a imprensa, os sindicatos, as cooperativas. A fascistização do Estado significa não apenas “mussolinizar” as formas e os processos de direção – neste domínio as mudanças desempenham, no final das contas, um papel secundário – mas, antes de tudo e sobretudo, destruir as organizações operárias, reduzir o proletariado a um estado amorfo, criar um sistema de organismos que penetre profundamente nas massas e esteja destinado a impedir a cristalização independente do proletariado. É precisamente nisto que consiste a essência do regime fascista. (Trótski, E agora? A revolução alemã e a burocracia stalinista)

O neoliberalismo, que incorpora e adapta essas características fundamentais do fascismo, entregou à burguesia imperialista muito mais do que a democracia parlamentar jamais conseguiu. O próprio cadáver malcheiroso da social democracia, como batizou Rosa Luxemburgo, integrou-se plenamente à estrutura institucional dos partidos conservadores e liberais tradicionais dentro do regime neoliberal, como evidenciam claramente Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder. A velha social democracia era uma forma política incompatível com o capitalismo monopolista. Por um lado, ao se fechar o seu período histórico com a vitória da Revolução de Outubro, ela foi historicamente superada pelo comunismo revolucionário; por outro, os seus estilhaços não demoraram a se adaptar e a trabalhar para o novo regime.

Este regime, no entanto, preservou algumas formas da democracia parlamentar, como suas instituições, e, embora esteja amassando, pisoteando, cuspindo e arremessando na lama as liberdades democráticas, não as suprimiu integralmente. Embora o proletariado tenha sido jogado em um estado amorfo com o crescimento exponencial do desemprego e da informalidade, a desorganização e submissão dos sindicatos, as terceirizações etc., os seus instrumentos de luta não foram formal e oficialmente dissolvidos.

Depois da experiência fascista, em uma época de crise do imperialismo, a ditadura bonapartista tradicional incorporou essa nova tecnologia, muito mais à altura dos desafios da nova era do que a mera ditadura militar. Hitler e Mussolini comandaram a batalha mais perfeita, com as técnicas e recursos mais sofisticados, já travada pela burguesia contra o seu inimigo mortal, o proletariado. Essa guerra ainda não terminou e a burguesia pôde adaptar as táticas e as armas criadas pelo fascismo para utilizá-las nos combates seguintes. Além disso, as contradições da pequena burguesia com a grande propriedade e a classe operária não cessaram, o neoliberalismo empobrece a classe média, o lumpemproletariado cresce e a parte mais atrasada da massa operária amorfa, não encontrando alternativa revolucionária, é uma presa fácil para o fascismo.

A era da decomposição do capitalismo é como uma corda que torna-se mais bamba conforme os ventos da crise se intensificam. Em determinadas condições meteorológicas, o regime que se equilibra sobre ela pode desmoronar para um lado ou para outro – o lado do socialismo ou o lado do fascismo. A burguesia precisa estar preparada para isso. A centralização e monopolização econômica e política são asseguradas com métodos bonapartistas, como a preponderância do executivo, o cerco ao legislativo, o agigantamento do Estado e a mediação da luta de classes, mas os pitbulls, apesar de confinados no fundo do quintal, são diariamente alimentados, e a preocupação com seus cuidados se tornou parte do cotidiano dos seus donos.

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