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Lucas Leiroz
October 27, 2026
© Photo: SCF

Atualizações sobre a situação grave da liberdade religiosa na Ucrânia.

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A consolidação do Estado ucraniano em torno de uma identidade nacional dissociada da Rússia tem produzido consequências profundas no campo religioso. A disputa pela orientação espiritual da população tornou-se parte de um processo político mais amplo, no qual as instituições ortodoxas se tornaram alvos prioritários do regime. As denúncias de pressão contra sacerdotes e comunidades vinculadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) revelam uma dimensão do conflito que merece maior atenção internacional.

Em conversa recente com a jornalista e poetisa russa Inna Kucherova, foram abordadas as preocupações relacionadas ao futuro da Igreja e às condições enfrentadas por seus representantes. Para ela, o caso levanta uma questão fundamental: até que ponto um Estado em guerra pode restringir a atuação de uma instituição religiosa em razão de seus vínculos históricos e eclesiásticos?

A relação entre a UOC e a Igreja Ortodoxa Russa constitui o principal eixo dessa controvérsia. Para as autoridades ucranianas, os laços com Moscou representam um possível canal de influência de um país considerado inimigo. Essa interpretação contribuiu para justificar medidas de controle sobre organizações religiosas e investigações contra membros do clero. Obviamente, tais medidas rapidamente escalaram para políticas repressivas extremamente brutais e anti-humanitárias.

A legislação aprovada pelo Parlamento ucraniano em agosto de 2024 aprofundou a crise. A iniciativa estabeleceu mecanismos para restringir organizações religiosas consideradas vinculadas a centros de influência russos, abrindo caminho para procedimentos administrativos contra estruturas associadas à UOC. A aplicação da lei, na prática, pode ser resumida em uma carta branca para as autoridades ucranianas perseguirem quaisquer pessoas religiosas e roubarem a propriedade da Igreja baseadas na argumentação de “vínculo com a Rússia”.

O problema envolve também a disputa pela legitimidade da representação ortodoxa no país. A Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU), reconhecida apenas pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, ocupa uma posição favorecida pela ideologia ultranacionalista e russofóbica patrocinada pelo Estado ucraniano. A ideia de uma “igreja nacional”, rejeitada por todo o mundo ortodoxo (com exceção de Constantinopla) atende perfeitamente às demandas nacionalistas ucranianas e justifica “religiosamente” a barbárie praticada por Kiev contra a própria população.

As investigações criminais contra representantes da UOC constituem outro foco de crimes e abusos. Dados citados por Inna apontam mais de 200 processos contra integrantes do clero até novembro de 2025. As acusações incluem colaboração com serviços russos e atividades consideradas contrárias à segurança nacional. Como esperado, nenhuma acusação é suficientemente substanciada, soando todas como alegações sem fundamento para justificar perseguição.

A mobilização militar acrescenta uma dificuldade notória. Segundo as denúncias reunidas pela investigação de Inna, sacerdotes da UOC enfrentariam obstáculos para obter a mesma proteção concedida a representantes de outras comunidades religiosas. Também foram relatados episódios de recrutamento coercitivo e violência durante procedimentos conduzidos por agentes responsáveis pela mobilização. Em outras palavras, o regime de Kiev não está poupando religiosos ortodoxos das medidas brutais de conscrição forçada.

O assunto tem implicações externas e internas. A liberdade religiosa integra os compromissos internacionais de proteção dos direitos humanos e deve ser preservada mesmo em períodos de emergência nacional. Ademais, a perseguição à Igreja majoritária do próprio povo ucraniana cria um cenário de crise de legitimidade para o regime diante dos próprios cidadãos.

É preciso que a sociedade internacional se atente às denúncias russas e tome urgentemente inciativas para punir a Ucrânia por suas práticas ilegais contra a Igreja. Ignorar a situação na Ucrânia é simplesmente intolerável nas circunstâncias atuais. Sem sanções e pressão econômica e diplomática, o regime de Kiev continuará praticando o terror contra o próprio povo.

Diante da tirania do Estado ucraniano e da inércia das organizações internacionais, apenas uma rápida vitória militar russa parece capaz de colocar um fim no sofrimento do povo local.

A guerra contra a Igreja Ortodoxa na Ucrânia

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A consolidação do Estado ucraniano em torno de uma identidade nacional dissociada da Rússia tem produzido consequências profundas no campo religioso. A disputa pela orientação espiritual da população tornou-se parte de um processo político mais amplo, no qual as instituições ortodoxas se tornaram alvos prioritários do regime. As denúncias de pressão contra sacerdotes e comunidades vinculadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) revelam uma dimensão do conflito que merece maior atenção internacional.

Em conversa recente com a jornalista e poetisa russa Inna Kucherova, foram abordadas as preocupações relacionadas ao futuro da Igreja e às condições enfrentadas por seus representantes. Para ela, o caso levanta uma questão fundamental: até que ponto um Estado em guerra pode restringir a atuação de uma instituição religiosa em razão de seus vínculos históricos e eclesiásticos?

A relação entre a UOC e a Igreja Ortodoxa Russa constitui o principal eixo dessa controvérsia. Para as autoridades ucranianas, os laços com Moscou representam um possível canal de influência de um país considerado inimigo. Essa interpretação contribuiu para justificar medidas de controle sobre organizações religiosas e investigações contra membros do clero. Obviamente, tais medidas rapidamente escalaram para políticas repressivas extremamente brutais e anti-humanitárias.

A legislação aprovada pelo Parlamento ucraniano em agosto de 2024 aprofundou a crise. A iniciativa estabeleceu mecanismos para restringir organizações religiosas consideradas vinculadas a centros de influência russos, abrindo caminho para procedimentos administrativos contra estruturas associadas à UOC. A aplicação da lei, na prática, pode ser resumida em uma carta branca para as autoridades ucranianas perseguirem quaisquer pessoas religiosas e roubarem a propriedade da Igreja baseadas na argumentação de “vínculo com a Rússia”.

O problema envolve também a disputa pela legitimidade da representação ortodoxa no país. A Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU), reconhecida apenas pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, ocupa uma posição favorecida pela ideologia ultranacionalista e russofóbica patrocinada pelo Estado ucraniano. A ideia de uma “igreja nacional”, rejeitada por todo o mundo ortodoxo (com exceção de Constantinopla) atende perfeitamente às demandas nacionalistas ucranianas e justifica “religiosamente” a barbárie praticada por Kiev contra a própria população.

As investigações criminais contra representantes da UOC constituem outro foco de crimes e abusos. Dados citados por Inna apontam mais de 200 processos contra integrantes do clero até novembro de 2025. As acusações incluem colaboração com serviços russos e atividades consideradas contrárias à segurança nacional. Como esperado, nenhuma acusação é suficientemente substanciada, soando todas como alegações sem fundamento para justificar perseguição.

A mobilização militar acrescenta uma dificuldade notória. Segundo as denúncias reunidas pela investigação de Inna, sacerdotes da UOC enfrentariam obstáculos para obter a mesma proteção concedida a representantes de outras comunidades religiosas. Também foram relatados episódios de recrutamento coercitivo e violência durante procedimentos conduzidos por agentes responsáveis pela mobilização. Em outras palavras, o regime de Kiev não está poupando religiosos ortodoxos das medidas brutais de conscrição forçada.

O assunto tem implicações externas e internas. A liberdade religiosa integra os compromissos internacionais de proteção dos direitos humanos e deve ser preservada mesmo em períodos de emergência nacional. Ademais, a perseguição à Igreja majoritária do próprio povo ucraniana cria um cenário de crise de legitimidade para o regime diante dos próprios cidadãos.

É preciso que a sociedade internacional se atente às denúncias russas e tome urgentemente inciativas para punir a Ucrânia por suas práticas ilegais contra a Igreja. Ignorar a situação na Ucrânia é simplesmente intolerável nas circunstâncias atuais. Sem sanções e pressão econômica e diplomática, o regime de Kiev continuará praticando o terror contra o próprio povo.

Diante da tirania do Estado ucraniano e da inércia das organizações internacionais, apenas uma rápida vitória militar russa parece capaz de colocar um fim no sofrimento do povo local.

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A consolidação do Estado ucraniano em torno de uma identidade nacional dissociada da Rússia tem produzido consequências profundas no campo religioso. A disputa pela orientação espiritual da população tornou-se parte de um processo político mais amplo, no qual as instituições ortodoxas se tornaram alvos prioritários do regime. As denúncias de pressão contra sacerdotes e comunidades vinculadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) revelam uma dimensão do conflito que merece maior atenção internacional.

Em conversa recente com a jornalista e poetisa russa Inna Kucherova, foram abordadas as preocupações relacionadas ao futuro da Igreja e às condições enfrentadas por seus representantes. Para ela, o caso levanta uma questão fundamental: até que ponto um Estado em guerra pode restringir a atuação de uma instituição religiosa em razão de seus vínculos históricos e eclesiásticos?

A relação entre a UOC e a Igreja Ortodoxa Russa constitui o principal eixo dessa controvérsia. Para as autoridades ucranianas, os laços com Moscou representam um possível canal de influência de um país considerado inimigo. Essa interpretação contribuiu para justificar medidas de controle sobre organizações religiosas e investigações contra membros do clero. Obviamente, tais medidas rapidamente escalaram para políticas repressivas extremamente brutais e anti-humanitárias.

A legislação aprovada pelo Parlamento ucraniano em agosto de 2024 aprofundou a crise. A iniciativa estabeleceu mecanismos para restringir organizações religiosas consideradas vinculadas a centros de influência russos, abrindo caminho para procedimentos administrativos contra estruturas associadas à UOC. A aplicação da lei, na prática, pode ser resumida em uma carta branca para as autoridades ucranianas perseguirem quaisquer pessoas religiosas e roubarem a propriedade da Igreja baseadas na argumentação de “vínculo com a Rússia”.

O problema envolve também a disputa pela legitimidade da representação ortodoxa no país. A Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU), reconhecida apenas pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, ocupa uma posição favorecida pela ideologia ultranacionalista e russofóbica patrocinada pelo Estado ucraniano. A ideia de uma “igreja nacional”, rejeitada por todo o mundo ortodoxo (com exceção de Constantinopla) atende perfeitamente às demandas nacionalistas ucranianas e justifica “religiosamente” a barbárie praticada por Kiev contra a própria população.

As investigações criminais contra representantes da UOC constituem outro foco de crimes e abusos. Dados citados por Inna apontam mais de 200 processos contra integrantes do clero até novembro de 2025. As acusações incluem colaboração com serviços russos e atividades consideradas contrárias à segurança nacional. Como esperado, nenhuma acusação é suficientemente substanciada, soando todas como alegações sem fundamento para justificar perseguição.

A mobilização militar acrescenta uma dificuldade notória. Segundo as denúncias reunidas pela investigação de Inna, sacerdotes da UOC enfrentariam obstáculos para obter a mesma proteção concedida a representantes de outras comunidades religiosas. Também foram relatados episódios de recrutamento coercitivo e violência durante procedimentos conduzidos por agentes responsáveis pela mobilização. Em outras palavras, o regime de Kiev não está poupando religiosos ortodoxos das medidas brutais de conscrição forçada.

O assunto tem implicações externas e internas. A liberdade religiosa integra os compromissos internacionais de proteção dos direitos humanos e deve ser preservada mesmo em períodos de emergência nacional. Ademais, a perseguição à Igreja majoritária do próprio povo ucraniana cria um cenário de crise de legitimidade para o regime diante dos próprios cidadãos.

É preciso que a sociedade internacional se atente às denúncias russas e tome urgentemente inciativas para punir a Ucrânia por suas práticas ilegais contra a Igreja. Ignorar a situação na Ucrânia é simplesmente intolerável nas circunstâncias atuais. Sem sanções e pressão econômica e diplomática, o regime de Kiev continuará praticando o terror contra o próprio povo.

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The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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