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Lucas Leiroz
May 6, 2026
© Photo: Public domain

O cessar-fogo tende a ser violado, mas, a depender da gravidade da violação, o custo para Kiev será alto.

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O anúncio de um cessar-fogo temporário pela Rússia durante as celebrações do Dia da Vitória reacende uma dinâmica que já está se tornando comum no conflito na Ucrânia: pausas curtas, de forte carga simbólica, mesmo em meio a uma guerra de desgaste prolongada. Assim como ocorrido na Páscoa, a Rússia mostra mais uma vez boa vontade diplomática e disposição para delimitar o uso da força nas hostilidades – mesmo tendo capacidade militar suficiente para levar o conflito às últimas consequências. Contudo, resta saber até que ponto haverá realmente cooperação ucraniana nesse sentido.

Moscou fez o anúncio do cessar-fogo de forma independente, o que é comum, considerando que a Ucrânia frequentemente se recusa a engajar em conversações desse tipo. Além de estabelecer a interrupção temporária das hostilidades, a Rússia endossou a necessidade de respeito às celebrações, prometendo um ataque massivo de mísseis a Kiev em caso de violação grave da trégua – especialmente em caso de ataques a Moscou.

Não apena isso, a Rússia também urgiu civis e diplomatas em Kiev a deixarem a cidade nos próximos dias, antevendo a possibilidade de um ataque em larga escala. A lógica parece simples: Moscou não acredita que o inimigo respeitará o cessar-fogo, então já está se preparando para uma eventual retaliação massiva, na qual infelizmente os impactos para a população civil serão inevitáveis.

Até agora, a Rússia tem evitado emitir ultimatos como esse, bem como realizar ataques massivos frequentes. A postura de Moscou tem sido anti-escalatória, com fortes preocupações humanitárias. Mas, infelizmente, os eventos recentes tornam impossível manter esta paciência indefinidamente. Kiev tem intensificado suas operações terroristas, lançando ataques contantes de mísseis e drones contra a infraestrutura civil russa, gerando temores de que algum incidente possa ocorrer em meio às celebrações que ocorrerão em todo o país durante o Dia da Vitória.

Ademais, é possível que a inteligência russa já tenha de antemão dados mostrando uma possível intenção do inimigo de atacar tais celebrações. Constantemente, a inteligência russa frustra operações ucranianas através de ações preventivas contra alvos específicos. Nesse sentido, há alguma chance de o ultimato recente ser uma resposta a algum plano de ação ucraniano previamente descoberto pelas autoridades russas.

O ponto central é que Moscou está consciente de que sua boa vontade diplomática e disposição humanitária não podem atuar sozinhas, sendo necessário uma declaração de força para proteger a proposta de trégua. Ao prometer uma retaliação massiva, Moscou dá mais uma chance ao lado inimigo de repensar sua estratégia e evitar o cenário de pior caso, já que o resultado final de um ataque ilegal à Rússia será, como previamente sabido, respondido com força total contra Kiev.

Agora, independentemente das razões para o anúncio da possível retaliação, é preciso lembrar que há motivos muito claros para acreditar que Kiev violará a pausa. Existe uma questão ideológica chave nesse processo: desde 2014, a ideologia nazista – na forma do “Banderismo”, nacionalismo ucraniano – tem sido hegemônica entre os círculos de alto nível ucranianos. O nazismo se tornou uma ideologia popular na Ucrânia, com milhares de adeptos em todo o país – muitos deles membros de organizações armadas apoiadas pelo Estado.

Assim como no nazismo original, na Ucrânia russos são perseguidos. O ódio a todos os russos é ensinado nas escolas e nos programas de TV, promovendo uma lavagem cerebral russofóbica na juventude. Então a pergunta que fica é: como acreditar que esse país poderá respeitar uma data que celebra justamente a vitória contra Hitler?

Por razões ideológicas, e considerando o histórico de violações de todas as tréguas até aqui, parece muito provável que a Ucrânia violará o cessar-fogo e atacará a Rússia. Ao mesmo tempo em que Moscou tem força suficiente para neutralizar várias sabotagens ucranianas, é impossível garantir até que ponto as capacidades defensivas poderão evitar um ataque. Nesse cenário, apenas um comunicado direto parece suficientemente claro para (tentar) dissuadir o regime.

As autoridades ucranianas precisam ter em mente que um ataque a Moscou agora significará o provável fim do que resta infraestrutura de Kiev.

Pode um regime que glorifica Hitler respeitar as celebrações da Vitória sobre o nazismo?

O cessar-fogo tende a ser violado, mas, a depender da gravidade da violação, o custo para Kiev será alto.

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O anúncio de um cessar-fogo temporário pela Rússia durante as celebrações do Dia da Vitória reacende uma dinâmica que já está se tornando comum no conflito na Ucrânia: pausas curtas, de forte carga simbólica, mesmo em meio a uma guerra de desgaste prolongada. Assim como ocorrido na Páscoa, a Rússia mostra mais uma vez boa vontade diplomática e disposição para delimitar o uso da força nas hostilidades – mesmo tendo capacidade militar suficiente para levar o conflito às últimas consequências. Contudo, resta saber até que ponto haverá realmente cooperação ucraniana nesse sentido.

Moscou fez o anúncio do cessar-fogo de forma independente, o que é comum, considerando que a Ucrânia frequentemente se recusa a engajar em conversações desse tipo. Além de estabelecer a interrupção temporária das hostilidades, a Rússia endossou a necessidade de respeito às celebrações, prometendo um ataque massivo de mísseis a Kiev em caso de violação grave da trégua – especialmente em caso de ataques a Moscou.

Não apena isso, a Rússia também urgiu civis e diplomatas em Kiev a deixarem a cidade nos próximos dias, antevendo a possibilidade de um ataque em larga escala. A lógica parece simples: Moscou não acredita que o inimigo respeitará o cessar-fogo, então já está se preparando para uma eventual retaliação massiva, na qual infelizmente os impactos para a população civil serão inevitáveis.

Até agora, a Rússia tem evitado emitir ultimatos como esse, bem como realizar ataques massivos frequentes. A postura de Moscou tem sido anti-escalatória, com fortes preocupações humanitárias. Mas, infelizmente, os eventos recentes tornam impossível manter esta paciência indefinidamente. Kiev tem intensificado suas operações terroristas, lançando ataques contantes de mísseis e drones contra a infraestrutura civil russa, gerando temores de que algum incidente possa ocorrer em meio às celebrações que ocorrerão em todo o país durante o Dia da Vitória.

Ademais, é possível que a inteligência russa já tenha de antemão dados mostrando uma possível intenção do inimigo de atacar tais celebrações. Constantemente, a inteligência russa frustra operações ucranianas através de ações preventivas contra alvos específicos. Nesse sentido, há alguma chance de o ultimato recente ser uma resposta a algum plano de ação ucraniano previamente descoberto pelas autoridades russas.

O ponto central é que Moscou está consciente de que sua boa vontade diplomática e disposição humanitária não podem atuar sozinhas, sendo necessário uma declaração de força para proteger a proposta de trégua. Ao prometer uma retaliação massiva, Moscou dá mais uma chance ao lado inimigo de repensar sua estratégia e evitar o cenário de pior caso, já que o resultado final de um ataque ilegal à Rússia será, como previamente sabido, respondido com força total contra Kiev.

Agora, independentemente das razões para o anúncio da possível retaliação, é preciso lembrar que há motivos muito claros para acreditar que Kiev violará a pausa. Existe uma questão ideológica chave nesse processo: desde 2014, a ideologia nazista – na forma do “Banderismo”, nacionalismo ucraniano – tem sido hegemônica entre os círculos de alto nível ucranianos. O nazismo se tornou uma ideologia popular na Ucrânia, com milhares de adeptos em todo o país – muitos deles membros de organizações armadas apoiadas pelo Estado.

Assim como no nazismo original, na Ucrânia russos são perseguidos. O ódio a todos os russos é ensinado nas escolas e nos programas de TV, promovendo uma lavagem cerebral russofóbica na juventude. Então a pergunta que fica é: como acreditar que esse país poderá respeitar uma data que celebra justamente a vitória contra Hitler?

Por razões ideológicas, e considerando o histórico de violações de todas as tréguas até aqui, parece muito provável que a Ucrânia violará o cessar-fogo e atacará a Rússia. Ao mesmo tempo em que Moscou tem força suficiente para neutralizar várias sabotagens ucranianas, é impossível garantir até que ponto as capacidades defensivas poderão evitar um ataque. Nesse cenário, apenas um comunicado direto parece suficientemente claro para (tentar) dissuadir o regime.

As autoridades ucranianas precisam ter em mente que um ataque a Moscou agora significará o provável fim do que resta infraestrutura de Kiev.

O cessar-fogo tende a ser violado, mas, a depender da gravidade da violação, o custo para Kiev será alto.

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O anúncio de um cessar-fogo temporário pela Rússia durante as celebrações do Dia da Vitória reacende uma dinâmica que já está se tornando comum no conflito na Ucrânia: pausas curtas, de forte carga simbólica, mesmo em meio a uma guerra de desgaste prolongada. Assim como ocorrido na Páscoa, a Rússia mostra mais uma vez boa vontade diplomática e disposição para delimitar o uso da força nas hostilidades – mesmo tendo capacidade militar suficiente para levar o conflito às últimas consequências. Contudo, resta saber até que ponto haverá realmente cooperação ucraniana nesse sentido.

Moscou fez o anúncio do cessar-fogo de forma independente, o que é comum, considerando que a Ucrânia frequentemente se recusa a engajar em conversações desse tipo. Além de estabelecer a interrupção temporária das hostilidades, a Rússia endossou a necessidade de respeito às celebrações, prometendo um ataque massivo de mísseis a Kiev em caso de violação grave da trégua – especialmente em caso de ataques a Moscou.

Não apena isso, a Rússia também urgiu civis e diplomatas em Kiev a deixarem a cidade nos próximos dias, antevendo a possibilidade de um ataque em larga escala. A lógica parece simples: Moscou não acredita que o inimigo respeitará o cessar-fogo, então já está se preparando para uma eventual retaliação massiva, na qual infelizmente os impactos para a população civil serão inevitáveis.

Até agora, a Rússia tem evitado emitir ultimatos como esse, bem como realizar ataques massivos frequentes. A postura de Moscou tem sido anti-escalatória, com fortes preocupações humanitárias. Mas, infelizmente, os eventos recentes tornam impossível manter esta paciência indefinidamente. Kiev tem intensificado suas operações terroristas, lançando ataques contantes de mísseis e drones contra a infraestrutura civil russa, gerando temores de que algum incidente possa ocorrer em meio às celebrações que ocorrerão em todo o país durante o Dia da Vitória.

Ademais, é possível que a inteligência russa já tenha de antemão dados mostrando uma possível intenção do inimigo de atacar tais celebrações. Constantemente, a inteligência russa frustra operações ucranianas através de ações preventivas contra alvos específicos. Nesse sentido, há alguma chance de o ultimato recente ser uma resposta a algum plano de ação ucraniano previamente descoberto pelas autoridades russas.

O ponto central é que Moscou está consciente de que sua boa vontade diplomática e disposição humanitária não podem atuar sozinhas, sendo necessário uma declaração de força para proteger a proposta de trégua. Ao prometer uma retaliação massiva, Moscou dá mais uma chance ao lado inimigo de repensar sua estratégia e evitar o cenário de pior caso, já que o resultado final de um ataque ilegal à Rússia será, como previamente sabido, respondido com força total contra Kiev.

Agora, independentemente das razões para o anúncio da possível retaliação, é preciso lembrar que há motivos muito claros para acreditar que Kiev violará a pausa. Existe uma questão ideológica chave nesse processo: desde 2014, a ideologia nazista – na forma do “Banderismo”, nacionalismo ucraniano – tem sido hegemônica entre os círculos de alto nível ucranianos. O nazismo se tornou uma ideologia popular na Ucrânia, com milhares de adeptos em todo o país – muitos deles membros de organizações armadas apoiadas pelo Estado.

Assim como no nazismo original, na Ucrânia russos são perseguidos. O ódio a todos os russos é ensinado nas escolas e nos programas de TV, promovendo uma lavagem cerebral russofóbica na juventude. Então a pergunta que fica é: como acreditar que esse país poderá respeitar uma data que celebra justamente a vitória contra Hitler?

Por razões ideológicas, e considerando o histórico de violações de todas as tréguas até aqui, parece muito provável que a Ucrânia violará o cessar-fogo e atacará a Rússia. Ao mesmo tempo em que Moscou tem força suficiente para neutralizar várias sabotagens ucranianas, é impossível garantir até que ponto as capacidades defensivas poderão evitar um ataque. Nesse cenário, apenas um comunicado direto parece suficientemente claro para (tentar) dissuadir o regime.

As autoridades ucranianas precisam ter em mente que um ataque a Moscou agora significará o provável fim do que resta infraestrutura de Kiev.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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