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February 26, 2026
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Operação militar dos EUA no início do ano bombardeou e invadiu o país sul-americano para sequestrar Nicolás Maduro

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– A maioria dos brasileiros demonstra apreensão diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem medidas contra o Brasil semelhantes às aplicadas recentemente na Venezuela. O temor ganhou força após a ofensiva militar determinada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país sul-americano, episódio que reacendeu o debate sobre soberania, direito internacional e o papel do governo brasileiro no cenário global.

Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado pela Folha de São Paulo, 58% dos entrevistados afirmaram temer que Washington possa agir de forma parecida em relação ao Brasil. A pesquisa analisou a percepção da população sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e também sobre a resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao episódio.

O ataque ordenado por Donald Trump resultou em bombardeios sobre Caracas e no sequestro de Nicolás Maduro, fato que gerou forte repercussão internacional. Diante do cenário, a pesquisa também buscou identificar qual deveria ser a postura brasileira frente ao embate entre Washington e Caracas. Para 66% dos entrevistados, o Brasil deve manter neutralidade. Outros 18% defendem apoio à ação norte-americana, enquanto 10% avaliam que o país deveria se opor diretamente.

Horas após os ataques, o presidente Lula se manifestou publicamente contra a operação militar. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a incursão ultrapassou uma “linha inaceitável” e alertou para os riscos da violação do direito internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, representa o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, em que a lei do mais forte prevalece”, escreveu o presidente. Em outra mensagem, reforçou: “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.

Dias depois, o governo brasileiro endureceu o discurso. Durante reunião do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o representante do Brasil, Benoni Belli, afirmou que Nicolás Maduro havia sido “sequestrado”, termo que elevou o tom crítico da diplomacia brasileira em relação à ação dos Estados Unidos.

A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também avaliou a opinião da população sobre a postura adotada por Lula. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi considerada errada. Já 37% avaliaram a atitude como correta, enquanto 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam forte diferença de percepção conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como de esquerda não alinhada ao lulismo, 72% consideraram correta a postura do presidente, contra 23% que a classificaram como errada. Já no grupo que se declara de direita não bolsonarista, 82% avaliaram negativamente a reação do governo, enquanto apenas 11% a aprovaram.

O impacto eleitoral do episódio também foi medido. Para 24% dos entrevistados, a posição de Lula diante da crise pode influenciar o voto nas eleições deste ano. Desses, 17% afirmaram que o episódio aumenta a preferência pela oposição, enquanto 7% disseram que fortalece o apoio ao presidente. A maioria, 71%, declarou que o tema não interfere em sua decisão eleitoral.

O levantamento mostrou ainda que 24% da amostra disseram não ter conhecimento da notícia sobre a prisão de Nicolás Maduro. Entre os que opinaram, 46% afirmaram apoiar a ação militar norte-americana, enquanto 39% disseram desaprová-la. Ao serem questionados sobre a legitimidade de interferir em outro país para prender um líder acusado de autoritarismo, 50% consideraram a prática aceitável, contra 41% que a julgaram inaceitável.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Publicado originalmente por   brasil247.com
Quaest: 58% dos brasileiros temem que Trump faça no Brasil o que fez na Venezuela

Operação militar dos EUA no início do ano bombardeou e invadiu o país sul-americano para sequestrar Nicolás Maduro

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– A maioria dos brasileiros demonstra apreensão diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem medidas contra o Brasil semelhantes às aplicadas recentemente na Venezuela. O temor ganhou força após a ofensiva militar determinada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país sul-americano, episódio que reacendeu o debate sobre soberania, direito internacional e o papel do governo brasileiro no cenário global.

Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado pela Folha de São Paulo, 58% dos entrevistados afirmaram temer que Washington possa agir de forma parecida em relação ao Brasil. A pesquisa analisou a percepção da população sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e também sobre a resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao episódio.

O ataque ordenado por Donald Trump resultou em bombardeios sobre Caracas e no sequestro de Nicolás Maduro, fato que gerou forte repercussão internacional. Diante do cenário, a pesquisa também buscou identificar qual deveria ser a postura brasileira frente ao embate entre Washington e Caracas. Para 66% dos entrevistados, o Brasil deve manter neutralidade. Outros 18% defendem apoio à ação norte-americana, enquanto 10% avaliam que o país deveria se opor diretamente.

Horas após os ataques, o presidente Lula se manifestou publicamente contra a operação militar. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a incursão ultrapassou uma “linha inaceitável” e alertou para os riscos da violação do direito internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, representa o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, em que a lei do mais forte prevalece”, escreveu o presidente. Em outra mensagem, reforçou: “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.

Dias depois, o governo brasileiro endureceu o discurso. Durante reunião do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o representante do Brasil, Benoni Belli, afirmou que Nicolás Maduro havia sido “sequestrado”, termo que elevou o tom crítico da diplomacia brasileira em relação à ação dos Estados Unidos.

A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também avaliou a opinião da população sobre a postura adotada por Lula. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi considerada errada. Já 37% avaliaram a atitude como correta, enquanto 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam forte diferença de percepção conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como de esquerda não alinhada ao lulismo, 72% consideraram correta a postura do presidente, contra 23% que a classificaram como errada. Já no grupo que se declara de direita não bolsonarista, 82% avaliaram negativamente a reação do governo, enquanto apenas 11% a aprovaram.

O impacto eleitoral do episódio também foi medido. Para 24% dos entrevistados, a posição de Lula diante da crise pode influenciar o voto nas eleições deste ano. Desses, 17% afirmaram que o episódio aumenta a preferência pela oposição, enquanto 7% disseram que fortalece o apoio ao presidente. A maioria, 71%, declarou que o tema não interfere em sua decisão eleitoral.

O levantamento mostrou ainda que 24% da amostra disseram não ter conhecimento da notícia sobre a prisão de Nicolás Maduro. Entre os que opinaram, 46% afirmaram apoiar a ação militar norte-americana, enquanto 39% disseram desaprová-la. Ao serem questionados sobre a legitimidade de interferir em outro país para prender um líder acusado de autoritarismo, 50% consideraram a prática aceitável, contra 41% que a julgaram inaceitável.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Publicado originalmente por   brasil247.com

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Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado pela Folha de São Paulo, 58% dos entrevistados afirmaram temer que Washington possa agir de forma parecida em relação ao Brasil. A pesquisa analisou a percepção da população sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e também sobre a resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao episódio.

O ataque ordenado por Donald Trump resultou em bombardeios sobre Caracas e no sequestro de Nicolás Maduro, fato que gerou forte repercussão internacional. Diante do cenário, a pesquisa também buscou identificar qual deveria ser a postura brasileira frente ao embate entre Washington e Caracas. Para 66% dos entrevistados, o Brasil deve manter neutralidade. Outros 18% defendem apoio à ação norte-americana, enquanto 10% avaliam que o país deveria se opor diretamente.

Horas após os ataques, o presidente Lula se manifestou publicamente contra a operação militar. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a incursão ultrapassou uma “linha inaceitável” e alertou para os riscos da violação do direito internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, representa o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, em que a lei do mais forte prevalece”, escreveu o presidente. Em outra mensagem, reforçou: “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.

Dias depois, o governo brasileiro endureceu o discurso. Durante reunião do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o representante do Brasil, Benoni Belli, afirmou que Nicolás Maduro havia sido “sequestrado”, termo que elevou o tom crítico da diplomacia brasileira em relação à ação dos Estados Unidos.

A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também avaliou a opinião da população sobre a postura adotada por Lula. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi considerada errada. Já 37% avaliaram a atitude como correta, enquanto 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam forte diferença de percepção conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como de esquerda não alinhada ao lulismo, 72% consideraram correta a postura do presidente, contra 23% que a classificaram como errada. Já no grupo que se declara de direita não bolsonarista, 82% avaliaram negativamente a reação do governo, enquanto apenas 11% a aprovaram.

O impacto eleitoral do episódio também foi medido. Para 24% dos entrevistados, a posição de Lula diante da crise pode influenciar o voto nas eleições deste ano. Desses, 17% afirmaram que o episódio aumenta a preferência pela oposição, enquanto 7% disseram que fortalece o apoio ao presidente. A maioria, 71%, declarou que o tema não interfere em sua decisão eleitoral.

O levantamento mostrou ainda que 24% da amostra disseram não ter conhecimento da notícia sobre a prisão de Nicolás Maduro. Entre os que opinaram, 46% afirmaram apoiar a ação militar norte-americana, enquanto 39% disseram desaprová-la. Ao serem questionados sobre a legitimidade de interferir em outro país para prender um líder acusado de autoritarismo, 50% consideraram a prática aceitável, contra 41% que a julgaram inaceitável.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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