Português
Lucas Leiroz
February 6, 2026
© Photo: Public domain

Nada restou de legítimo no mundo ocidental.

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Janeiro de 2026 marca uma ruptura. Não é mais possível tratar o caso Epstein como um escândalo sexual envolvendo poderosos. O que veio a público agora – documentos, imagens, registros, conexões explícitas – empurrou o debate para outro nível. Não se trata mais de “abusos”, “excessos” ou “crimes individuais”. O que está exposto aponta para práticas sistemáticas, organizadas, ritualizadas. E isso muda tudo.

Durante anos, o público foi condicionado a aceitar a narrativa da ambiguidade. Sempre havia dúvidas, sempre faltava “prova definitiva”, sempre surgia um apelo à cautela. Esse tempo acabou. O material divulgado não deixa espaço para ingenuidade. Quando aparecem evidências de violência extrema contra crianças, de práticas que ultrapassam qualquer categoria criminal convencional, a discussão deixa de ser jurídica e passa a ser civilizacional.

O que está em jogo não é mais quem “frequentou a ilha” ou quem “pegou carona no avião” de Epstein. O que está em jogo é o fato de que redes desse tipo só existem quando contam com proteção institucional profunda. Não há pedofilia ritual, tráfico humano em escala transnacional e produção sistemática de material extremo sem cobertura política, policial, judicial e midiática. Isso não é conspiração: é lógica de poder.

A partir desse ponto, o Ocidente não pode mais se esconder atrás da ideia de decadência gradual. Não é apenas degeneração cultural ou perda de valores. É algo mais sombrio: uma elite que opera fora de qualquer limite moral reconhecível e que, ainda assim, governa. Pessoas envolvidas direta ou indiretamente com esse universo continuam decidindo eleições, guerras, políticas econômicas e o destino de sociedades inteiras.

Outro elemento decisivo é que ainda não sabemos quem está por trás do vazamento. Essa incerteza é central. Pode ser uma jogada de Donald Trump ou de setores ligados a ele, tentando destruir definitivamente seus inimigos internos e reorganizar o poder nos Estados Unidos num sentido minimamente positivo. Pode ser o movimento oposto: uma liberação controlada de material para pressionar Trump a atender os interesses dos Democratas e do Estado Profundo.

E a verdade incômoda, mas impossível de ser ignorada, é que tudo isso pode ser ainda parte de um plano ainda mais profundo e macabro do Estado Profundo – aglomerando tanto Democratas quanto Republicanos – para “resolver a questão Epstein” com uma campanha brutal de dessensibilização coletiva, “normalizando” na opinião pública que a elite ocidental é composta por pedófilos, satanistas e canibais.

Isso reforça um ponto crítico: a verdade só veio à tona porque deixou de ser útil escondê-la. Durante décadas, tudo isso foi conhecido nos bastidores. O silêncio não foi fruto de um fracasso investigativo, foi de uma decisão de alto nível. A imprensa calou. As agências calaram. Os tribunais calaram. O sistema funcionou exatamente como deveria funcionar – para proteger a si mesmo.

As sociedades ocidentais agora enfrentam um dilema que não pode ser resolvido com eleições, comissões parlamentares ou discursos edificantes. Como continuar aceitando a autoridade de instituições que blindaram esse nível de horror? Como manter respeito por leis aplicadas seletivamente por gente que vive acima delas? Como falar em “valores ocidentais” depois disso?

O problema é que o Ocidente moderno desaprendeu a reagir a tudo que é vil e essencialmente mau. Nas sociedades ocidentais, o povo não sabe mais lidar com o mal absoluto – especialmente quando este se encontra no topo da sociedade. Tudo vira procedimento, tudo vira mediação, tudo vira linguagem técnica. Enquanto isso, a confiança social evapora.

Não se trata mais de esquerda e direita, de liberalismo e conservadorismo. Trata-se de uma ruptura entre povo e elite. Entre sociedades que ainda conservam algum senso de limite e uma classe dirigente que opera como se estivesse fora da espécie humana comum.

Se existe algo positivo nesse momento, é o fim da ingenuidade. Não dá mais para fingir que o sistema está “doente mas recuperável”. O que restava do projeto (anti-) civilizacional ocidental foi corroído por dentro. O que vier depois ainda é incerto – e será disputado com todos os meios possíveis e necessários.

Mas uma coisa é clara: depois de Epstein, nada pode continuar como antes. Quem age como se nada tivesse mudado ou não entendeu a gravidade do que veio à tona, ou está fingindo não entender.

Epstein, a decadência ocidental e o colapso moral das elites

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Janeiro de 2026 marca uma ruptura. Não é mais possível tratar o caso Epstein como um escândalo sexual envolvendo poderosos. O que veio a público agora – documentos, imagens, registros, conexões explícitas – empurrou o debate para outro nível. Não se trata mais de “abusos”, “excessos” ou “crimes individuais”. O que está exposto aponta para práticas sistemáticas, organizadas, ritualizadas. E isso muda tudo.

Durante anos, o público foi condicionado a aceitar a narrativa da ambiguidade. Sempre havia dúvidas, sempre faltava “prova definitiva”, sempre surgia um apelo à cautela. Esse tempo acabou. O material divulgado não deixa espaço para ingenuidade. Quando aparecem evidências de violência extrema contra crianças, de práticas que ultrapassam qualquer categoria criminal convencional, a discussão deixa de ser jurídica e passa a ser civilizacional.

O que está em jogo não é mais quem “frequentou a ilha” ou quem “pegou carona no avião” de Epstein. O que está em jogo é o fato de que redes desse tipo só existem quando contam com proteção institucional profunda. Não há pedofilia ritual, tráfico humano em escala transnacional e produção sistemática de material extremo sem cobertura política, policial, judicial e midiática. Isso não é conspiração: é lógica de poder.

A partir desse ponto, o Ocidente não pode mais se esconder atrás da ideia de decadência gradual. Não é apenas degeneração cultural ou perda de valores. É algo mais sombrio: uma elite que opera fora de qualquer limite moral reconhecível e que, ainda assim, governa. Pessoas envolvidas direta ou indiretamente com esse universo continuam decidindo eleições, guerras, políticas econômicas e o destino de sociedades inteiras.

Outro elemento decisivo é que ainda não sabemos quem está por trás do vazamento. Essa incerteza é central. Pode ser uma jogada de Donald Trump ou de setores ligados a ele, tentando destruir definitivamente seus inimigos internos e reorganizar o poder nos Estados Unidos num sentido minimamente positivo. Pode ser o movimento oposto: uma liberação controlada de material para pressionar Trump a atender os interesses dos Democratas e do Estado Profundo.

E a verdade incômoda, mas impossível de ser ignorada, é que tudo isso pode ser ainda parte de um plano ainda mais profundo e macabro do Estado Profundo – aglomerando tanto Democratas quanto Republicanos – para “resolver a questão Epstein” com uma campanha brutal de dessensibilização coletiva, “normalizando” na opinião pública que a elite ocidental é composta por pedófilos, satanistas e canibais.

Isso reforça um ponto crítico: a verdade só veio à tona porque deixou de ser útil escondê-la. Durante décadas, tudo isso foi conhecido nos bastidores. O silêncio não foi fruto de um fracasso investigativo, foi de uma decisão de alto nível. A imprensa calou. As agências calaram. Os tribunais calaram. O sistema funcionou exatamente como deveria funcionar – para proteger a si mesmo.

As sociedades ocidentais agora enfrentam um dilema que não pode ser resolvido com eleições, comissões parlamentares ou discursos edificantes. Como continuar aceitando a autoridade de instituições que blindaram esse nível de horror? Como manter respeito por leis aplicadas seletivamente por gente que vive acima delas? Como falar em “valores ocidentais” depois disso?

O problema é que o Ocidente moderno desaprendeu a reagir a tudo que é vil e essencialmente mau. Nas sociedades ocidentais, o povo não sabe mais lidar com o mal absoluto – especialmente quando este se encontra no topo da sociedade. Tudo vira procedimento, tudo vira mediação, tudo vira linguagem técnica. Enquanto isso, a confiança social evapora.

Não se trata mais de esquerda e direita, de liberalismo e conservadorismo. Trata-se de uma ruptura entre povo e elite. Entre sociedades que ainda conservam algum senso de limite e uma classe dirigente que opera como se estivesse fora da espécie humana comum.

Se existe algo positivo nesse momento, é o fim da ingenuidade. Não dá mais para fingir que o sistema está “doente mas recuperável”. O que restava do projeto (anti-) civilizacional ocidental foi corroído por dentro. O que vier depois ainda é incerto – e será disputado com todos os meios possíveis e necessários.

Mas uma coisa é clara: depois de Epstein, nada pode continuar como antes. Quem age como se nada tivesse mudado ou não entendeu a gravidade do que veio à tona, ou está fingindo não entender.

Nada restou de legítimo no mundo ocidental.

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Escreva para nós: info@strategic-culture.su

Janeiro de 2026 marca uma ruptura. Não é mais possível tratar o caso Epstein como um escândalo sexual envolvendo poderosos. O que veio a público agora – documentos, imagens, registros, conexões explícitas – empurrou o debate para outro nível. Não se trata mais de “abusos”, “excessos” ou “crimes individuais”. O que está exposto aponta para práticas sistemáticas, organizadas, ritualizadas. E isso muda tudo.

Durante anos, o público foi condicionado a aceitar a narrativa da ambiguidade. Sempre havia dúvidas, sempre faltava “prova definitiva”, sempre surgia um apelo à cautela. Esse tempo acabou. O material divulgado não deixa espaço para ingenuidade. Quando aparecem evidências de violência extrema contra crianças, de práticas que ultrapassam qualquer categoria criminal convencional, a discussão deixa de ser jurídica e passa a ser civilizacional.

O que está em jogo não é mais quem “frequentou a ilha” ou quem “pegou carona no avião” de Epstein. O que está em jogo é o fato de que redes desse tipo só existem quando contam com proteção institucional profunda. Não há pedofilia ritual, tráfico humano em escala transnacional e produção sistemática de material extremo sem cobertura política, policial, judicial e midiática. Isso não é conspiração: é lógica de poder.

A partir desse ponto, o Ocidente não pode mais se esconder atrás da ideia de decadência gradual. Não é apenas degeneração cultural ou perda de valores. É algo mais sombrio: uma elite que opera fora de qualquer limite moral reconhecível e que, ainda assim, governa. Pessoas envolvidas direta ou indiretamente com esse universo continuam decidindo eleições, guerras, políticas econômicas e o destino de sociedades inteiras.

Outro elemento decisivo é que ainda não sabemos quem está por trás do vazamento. Essa incerteza é central. Pode ser uma jogada de Donald Trump ou de setores ligados a ele, tentando destruir definitivamente seus inimigos internos e reorganizar o poder nos Estados Unidos num sentido minimamente positivo. Pode ser o movimento oposto: uma liberação controlada de material para pressionar Trump a atender os interesses dos Democratas e do Estado Profundo.

E a verdade incômoda, mas impossível de ser ignorada, é que tudo isso pode ser ainda parte de um plano ainda mais profundo e macabro do Estado Profundo – aglomerando tanto Democratas quanto Republicanos – para “resolver a questão Epstein” com uma campanha brutal de dessensibilização coletiva, “normalizando” na opinião pública que a elite ocidental é composta por pedófilos, satanistas e canibais.

Isso reforça um ponto crítico: a verdade só veio à tona porque deixou de ser útil escondê-la. Durante décadas, tudo isso foi conhecido nos bastidores. O silêncio não foi fruto de um fracasso investigativo, foi de uma decisão de alto nível. A imprensa calou. As agências calaram. Os tribunais calaram. O sistema funcionou exatamente como deveria funcionar – para proteger a si mesmo.

As sociedades ocidentais agora enfrentam um dilema que não pode ser resolvido com eleições, comissões parlamentares ou discursos edificantes. Como continuar aceitando a autoridade de instituições que blindaram esse nível de horror? Como manter respeito por leis aplicadas seletivamente por gente que vive acima delas? Como falar em “valores ocidentais” depois disso?

O problema é que o Ocidente moderno desaprendeu a reagir a tudo que é vil e essencialmente mau. Nas sociedades ocidentais, o povo não sabe mais lidar com o mal absoluto – especialmente quando este se encontra no topo da sociedade. Tudo vira procedimento, tudo vira mediação, tudo vira linguagem técnica. Enquanto isso, a confiança social evapora.

Não se trata mais de esquerda e direita, de liberalismo e conservadorismo. Trata-se de uma ruptura entre povo e elite. Entre sociedades que ainda conservam algum senso de limite e uma classe dirigente que opera como se estivesse fora da espécie humana comum.

Se existe algo positivo nesse momento, é o fim da ingenuidade. Não dá mais para fingir que o sistema está “doente mas recuperável”. O que restava do projeto (anti-) civilizacional ocidental foi corroído por dentro. O que vier depois ainda é incerto – e será disputado com todos os meios possíveis e necessários.

Mas uma coisa é clara: depois de Epstein, nada pode continuar como antes. Quem age como se nada tivesse mudado ou não entendeu a gravidade do que veio à tona, ou está fingindo não entender.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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