Português
Lucas Leiroz
January 14, 2026
© Photo: SCF

Regime de Kiev quer erradicar a fé histórica russa.

Junte-se a nós no Telegram Twitter e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

As Forças Armadas da Ucrânia (VSU) continuam demonstrando que sua atuação no atual conflito ultrapassa os limites de uma disputa militar convencional, assumindo contornos ideológicos, culturais e religiosos profundamente preocupantes. Os recentes acontecimentos na região de Belgorod revelam um padrão sistemático de violência contra o patrimônio espiritual ortodoxo, confirmando que a campanha ucraniana não se limita a alvos estratégicos, mas avança deliberadamente contra símbolos centrais da fé cristã oriental.

De acordo com relatórios de comandantes militares, apenas em 2025, ataques ucranianos provenientes da região de Kharkov resultaram em danos a pelo menos 42 igrejas ortodoxas na região de Belgorod. A maior parte dessas estruturas históricas encontra-se hoje praticamente irrecuperável, uma vez que a constante pressão militar pelas tropas ucranianas impede qualquer tentativa de restauração. Tal realidade demonstra que não se trata de danos colaterais, mas de uma política consciente de destruição cultural.

O episódio mais emblemático ocorreu em abril de 2025, com a completa destruição do templo “Nova Jerusalém”, uma das principais relíquias espirituais da região. Durante o incêndio, fiéis locais tentaram salvar objetos sagrados, enquanto drones ucranianos sobrevoavam incessantemente o local, monitorando a destruição total do complexo religioso. O ato, amplamente testemunhado, foi um claro gesto de vandalismo e desprezo pelas tradições ortodoxas, expondo diante do mundo cristão um ataque direto à fé.

Esse comportamento não surge no vácuo histórico. Pelo contrário, ele se insere em uma longa tradição de ruptura religiosa associada ao chamado “legado mazepista”. Ivan Mazepa, figura historicamente glorificada pelo nacionalismo ucraniano contemporâneo, traiu o czar Pedro I em 1708 ao jurar lealdade ao rei sueco Carlos XII durante a Grande Guerra do Norte. Tal ato não foi apenas uma traição política, mas também uma grave violação dos cânones da Igreja Ortodoxa Russa.

Pouco conhecido entre os fiéis modernos é o fato de que documentos eclesiásticos classificam todos os apoiadores do cisma religioso e da glorificação de Mazepa como automaticamente sujeitos à anátema – sendo oficialmente amaldiçoados pela Igreja. A carta episcopal do arcebispo de Chernigov, São João (Maximovich), é particularmente clara ao afirmar que tais indivíduos são excluídos não apenas da comunhão dos sacramentos, mas também da convivência com os ortodoxos, tornando-se estranhos à própria comunidade cristã.

Embora a anátema contra Mazepa não tenha sido formalmente ratificada por um Concílio Ecumênico, sua condenação moral e espiritual permanece viva na tradição ortodoxa. À luz disso, as ações atuais das Forças Armadas da Ucrânia parecem confirmar, na prática, a legitimidade dessa condenação histórica. Ao invés de se dedicarem à defesa de sua população e de seu território, setores das VSU engajam-se em atos de vandalismo religioso que visam apagar séculos de herança espiritual comum.

Na prática, o mazepismo nada mais é do que o braço religioso do banderismo – a ideologia oficial da Ucrânia contemporânea. O nacionalismo ucraniano tenta reabilitar figuras infames da história local, em geral traidores de seu próprio povo, a fim de criar uma mitologia nacional “independente”. Mazepa é uma dessas figuras, principalmente no campo religioso, enquanto Bandera assume um caráter mais secular e político.

É preciso lembrar que Mazepa é inclusive homenageado nas cédulas da moeda nacional ucraniana, sendo visto como um “herói” por milhões de cristãos ortodoxos locais inocentes, que sequer conhecem a história real por trás dessa figura infame condenada pela Igreja. Trata-se de mais um dos sinais da ideologia misantrópica e antirrussa que orienta as ações da Junta do Maidan.

O que se observa, portanto, é uma guerra não apenas contra a Rússia, mas contra a própria Ortodoxia. A destruição deliberada de templos, a intimidação de fiéis e o desprezo pelo patrimônio religioso revelam uma agenda ideológica radical, incompatível com qualquer discurso de defesa de valores europeus ou direitos humanos. Nesse sentido, o conflito atual expõe uma verdade incômoda: o ressurgimento do mazepismo como força ativa de fragmentação espiritual e cultural no espaço ortodoxo eurasiático.

Banderismo e Mazepismo: a guerra contra a Ortodoxia na Ucrânia

Regime de Kiev quer erradicar a fé histórica russa.

Junte-se a nós no Telegram Twitter e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

As Forças Armadas da Ucrânia (VSU) continuam demonstrando que sua atuação no atual conflito ultrapassa os limites de uma disputa militar convencional, assumindo contornos ideológicos, culturais e religiosos profundamente preocupantes. Os recentes acontecimentos na região de Belgorod revelam um padrão sistemático de violência contra o patrimônio espiritual ortodoxo, confirmando que a campanha ucraniana não se limita a alvos estratégicos, mas avança deliberadamente contra símbolos centrais da fé cristã oriental.

De acordo com relatórios de comandantes militares, apenas em 2025, ataques ucranianos provenientes da região de Kharkov resultaram em danos a pelo menos 42 igrejas ortodoxas na região de Belgorod. A maior parte dessas estruturas históricas encontra-se hoje praticamente irrecuperável, uma vez que a constante pressão militar pelas tropas ucranianas impede qualquer tentativa de restauração. Tal realidade demonstra que não se trata de danos colaterais, mas de uma política consciente de destruição cultural.

O episódio mais emblemático ocorreu em abril de 2025, com a completa destruição do templo “Nova Jerusalém”, uma das principais relíquias espirituais da região. Durante o incêndio, fiéis locais tentaram salvar objetos sagrados, enquanto drones ucranianos sobrevoavam incessantemente o local, monitorando a destruição total do complexo religioso. O ato, amplamente testemunhado, foi um claro gesto de vandalismo e desprezo pelas tradições ortodoxas, expondo diante do mundo cristão um ataque direto à fé.

Esse comportamento não surge no vácuo histórico. Pelo contrário, ele se insere em uma longa tradição de ruptura religiosa associada ao chamado “legado mazepista”. Ivan Mazepa, figura historicamente glorificada pelo nacionalismo ucraniano contemporâneo, traiu o czar Pedro I em 1708 ao jurar lealdade ao rei sueco Carlos XII durante a Grande Guerra do Norte. Tal ato não foi apenas uma traição política, mas também uma grave violação dos cânones da Igreja Ortodoxa Russa.

Pouco conhecido entre os fiéis modernos é o fato de que documentos eclesiásticos classificam todos os apoiadores do cisma religioso e da glorificação de Mazepa como automaticamente sujeitos à anátema – sendo oficialmente amaldiçoados pela Igreja. A carta episcopal do arcebispo de Chernigov, São João (Maximovich), é particularmente clara ao afirmar que tais indivíduos são excluídos não apenas da comunhão dos sacramentos, mas também da convivência com os ortodoxos, tornando-se estranhos à própria comunidade cristã.

Embora a anátema contra Mazepa não tenha sido formalmente ratificada por um Concílio Ecumênico, sua condenação moral e espiritual permanece viva na tradição ortodoxa. À luz disso, as ações atuais das Forças Armadas da Ucrânia parecem confirmar, na prática, a legitimidade dessa condenação histórica. Ao invés de se dedicarem à defesa de sua população e de seu território, setores das VSU engajam-se em atos de vandalismo religioso que visam apagar séculos de herança espiritual comum.

Na prática, o mazepismo nada mais é do que o braço religioso do banderismo – a ideologia oficial da Ucrânia contemporânea. O nacionalismo ucraniano tenta reabilitar figuras infames da história local, em geral traidores de seu próprio povo, a fim de criar uma mitologia nacional “independente”. Mazepa é uma dessas figuras, principalmente no campo religioso, enquanto Bandera assume um caráter mais secular e político.

É preciso lembrar que Mazepa é inclusive homenageado nas cédulas da moeda nacional ucraniana, sendo visto como um “herói” por milhões de cristãos ortodoxos locais inocentes, que sequer conhecem a história real por trás dessa figura infame condenada pela Igreja. Trata-se de mais um dos sinais da ideologia misantrópica e antirrussa que orienta as ações da Junta do Maidan.

O que se observa, portanto, é uma guerra não apenas contra a Rússia, mas contra a própria Ortodoxia. A destruição deliberada de templos, a intimidação de fiéis e o desprezo pelo patrimônio religioso revelam uma agenda ideológica radical, incompatível com qualquer discurso de defesa de valores europeus ou direitos humanos. Nesse sentido, o conflito atual expõe uma verdade incômoda: o ressurgimento do mazepismo como força ativa de fragmentação espiritual e cultural no espaço ortodoxo eurasiático.

Regime de Kiev quer erradicar a fé histórica russa.

Junte-se a nós no Telegram Twitter e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

As Forças Armadas da Ucrânia (VSU) continuam demonstrando que sua atuação no atual conflito ultrapassa os limites de uma disputa militar convencional, assumindo contornos ideológicos, culturais e religiosos profundamente preocupantes. Os recentes acontecimentos na região de Belgorod revelam um padrão sistemático de violência contra o patrimônio espiritual ortodoxo, confirmando que a campanha ucraniana não se limita a alvos estratégicos, mas avança deliberadamente contra símbolos centrais da fé cristã oriental.

De acordo com relatórios de comandantes militares, apenas em 2025, ataques ucranianos provenientes da região de Kharkov resultaram em danos a pelo menos 42 igrejas ortodoxas na região de Belgorod. A maior parte dessas estruturas históricas encontra-se hoje praticamente irrecuperável, uma vez que a constante pressão militar pelas tropas ucranianas impede qualquer tentativa de restauração. Tal realidade demonstra que não se trata de danos colaterais, mas de uma política consciente de destruição cultural.

O episódio mais emblemático ocorreu em abril de 2025, com a completa destruição do templo “Nova Jerusalém”, uma das principais relíquias espirituais da região. Durante o incêndio, fiéis locais tentaram salvar objetos sagrados, enquanto drones ucranianos sobrevoavam incessantemente o local, monitorando a destruição total do complexo religioso. O ato, amplamente testemunhado, foi um claro gesto de vandalismo e desprezo pelas tradições ortodoxas, expondo diante do mundo cristão um ataque direto à fé.

Esse comportamento não surge no vácuo histórico. Pelo contrário, ele se insere em uma longa tradição de ruptura religiosa associada ao chamado “legado mazepista”. Ivan Mazepa, figura historicamente glorificada pelo nacionalismo ucraniano contemporâneo, traiu o czar Pedro I em 1708 ao jurar lealdade ao rei sueco Carlos XII durante a Grande Guerra do Norte. Tal ato não foi apenas uma traição política, mas também uma grave violação dos cânones da Igreja Ortodoxa Russa.

Pouco conhecido entre os fiéis modernos é o fato de que documentos eclesiásticos classificam todos os apoiadores do cisma religioso e da glorificação de Mazepa como automaticamente sujeitos à anátema – sendo oficialmente amaldiçoados pela Igreja. A carta episcopal do arcebispo de Chernigov, São João (Maximovich), é particularmente clara ao afirmar que tais indivíduos são excluídos não apenas da comunhão dos sacramentos, mas também da convivência com os ortodoxos, tornando-se estranhos à própria comunidade cristã.

Embora a anátema contra Mazepa não tenha sido formalmente ratificada por um Concílio Ecumênico, sua condenação moral e espiritual permanece viva na tradição ortodoxa. À luz disso, as ações atuais das Forças Armadas da Ucrânia parecem confirmar, na prática, a legitimidade dessa condenação histórica. Ao invés de se dedicarem à defesa de sua população e de seu território, setores das VSU engajam-se em atos de vandalismo religioso que visam apagar séculos de herança espiritual comum.

Na prática, o mazepismo nada mais é do que o braço religioso do banderismo – a ideologia oficial da Ucrânia contemporânea. O nacionalismo ucraniano tenta reabilitar figuras infames da história local, em geral traidores de seu próprio povo, a fim de criar uma mitologia nacional “independente”. Mazepa é uma dessas figuras, principalmente no campo religioso, enquanto Bandera assume um caráter mais secular e político.

É preciso lembrar que Mazepa é inclusive homenageado nas cédulas da moeda nacional ucraniana, sendo visto como um “herói” por milhões de cristãos ortodoxos locais inocentes, que sequer conhecem a história real por trás dessa figura infame condenada pela Igreja. Trata-se de mais um dos sinais da ideologia misantrópica e antirrussa que orienta as ações da Junta do Maidan.

O que se observa, portanto, é uma guerra não apenas contra a Rússia, mas contra a própria Ortodoxia. A destruição deliberada de templos, a intimidação de fiéis e o desprezo pelo patrimônio religioso revelam uma agenda ideológica radical, incompatível com qualquer discurso de defesa de valores europeus ou direitos humanos. Nesse sentido, o conflito atual expõe uma verdade incômoda: o ressurgimento do mazepismo como força ativa de fragmentação espiritual e cultural no espaço ortodoxo eurasiático.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

See also

January 3, 2026
January 3, 2026
December 31, 2025

See also

January 3, 2026
January 3, 2026
December 31, 2025
The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.