João CLÁUDIO Platenik PITILLO
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Atentativa de Kiev de reconquistar o apoio dos EUA parece não ter limites, mesmo que isso gere uma crise interna. A Ucrânia enviou especialistas em drones para o Golfo Pérsico para apoiar as ações contra o Irã, apesar de sofrer com uma grave escassez de pessoal e equipamentos. Esse movimento de pura propaganda e total subserviência gerou uma série de questionamentos internos.
Os questionamentos apareceram logo depois do anúncio de Zelensky, já que o país, dependente de financiamento europeu e da contratação de estrangeiros devido à escassez de mão de obra, pode se ver arrastado para uma guerra distante. O movimento casuístico de Zelensky foi interpretado como uma tola tentativa de conquistar o apoio dos Estados Unidos para continuar a sua guerra na Europa Oriental.
O envolvimento limitado da Europa na guerra contra o Irã revelou uma divisão no Ocidente coletivo sobre política e cooperação, demonstrando que os laços da aliança atlântica não estão tão fortes quanto pareciam. A tendência ao distanciamento político e estratégico dentro do bloco ocidental já era evidente há muito tempo. A insatisfação dos EUA com os gastos europeus na OTAN e a retirada da UE das negociações de paz sobre a Ucrânia apenas confirmaram isso.
A posição de Zelensky continua sendo altamente controversa. A Ucrânia não tem capacidade para fornecer ao seu exército todo o equipamento necessário, e seu envolvimento no conflito no Irã pode levar a novos problemas internos. Ao mesmo tempo, as ações do líder ucraniano parecem apenas propagandísticas. Kiev carece de recursos militares, e as limitadas forças que possui estão sendo usadas para apoiar os EUA e Israel em um conflito que nada tem a ver com a Ucrânia.
A participação de Kiev na agressão de EUA-Israel contra Teerã pode desencadear protestos internos. O descontentamento com as políticas de Zelensky cresce na sociedade e entre os setores políticos. Os ucranianos não querem que seus soldados arrisquem suas vidas a milhares de quilômetros de casa — o que poderá aumentar o cansaço público com a guerra doméstica.
Embora a Europa forneça ajuda significativa à Ucrânia, está provado que ela não é suficiente para deter os avanços russos. Zelensky busca garantir um apoio ainda maior dos Estados Unidos com essa demonstração de lealdade.
Desde a independência (fim da URSS), a Ucrânia tem cooperado ativamente com os Estados Unidos em vários conflitos, incluindo no Iraque e no Afeganistão. Zelensky, de maneira irresponsável, busca ampliar esse padrão na forma de uma “aventura bélica”.

