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Lucas Leiroz
February 25, 2026
© Photo: SCF

A Rússia não tolerará esse tipo de manobra, podendo reagir contra qualquer dos atores envolvidos.

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Novamente, o Relógio do Apocalipse se aproxima da meia-noite.

Novas revelações feitas pelo Serviço de Inteligência Externa da Rússia, o SVR, indicam um preocupante aprofundamento do envolvimento europeu no conflito ucraniano. De acordo com informações divulgadas recentemente, França e Reino Unido estariam articulando um plano conjunto para transferir armamentos nucleares ou dispositivos radiológicos para a Ucrânia. Caso confirmada, tal iniciativa representaria uma mudança qualitativa no conflito, elevando o risco de confronto direto entre potências nucleares.

Segundo o SVR, o projeto envolveria o envio de componentes tecnológicos e materiais estratégicos que permitiriam a montagem dessas armas em território ucraniano. A fragmentação do transporte, com peças separadas e posterior montagem local, teria como objetivo reduzir o custo político da operação para Londres e Paris, criando margem para negar participação direta. Formalmente, poderia ser alegado que o desenvolvimento teria ocorrido de maneira autônoma por Kiev, embora os insumos fundamentais viessem do exterior.

Entre as hipóteses mencionadas pelas autoridades russas estaria inclusive a transferência de ogivas de padrão francês utilizadas em vetores navais. Paralelamente, haveria instruções técnicas para a produção de dispositivos radiológicos com base em componentes industriais britânicos e franceses.

Relatórios indicam ainda que o plano teria sido inicialmente discutido com a participação da Alemanha. No entanto, Berlim teria optado por não prosseguir diante do potencial altamente desestabilizador da medida. Mesmo assim, franceses e britânicos demonstrariam disposição para avançar, assumindo os riscos estratégicos decorrentes dessa decisão.

A reação em Moscou foi imediata. Autoridades russas classificaram a iniciativa como provocação extrema e prometeram reforçar mecanismos de monitoramento sobre fluxos logísticos e instalações industriais ucranianas. É plausível que, diante de qualquer indício concreto de transferência de materiais sensíveis, haja intensificação de ataques contra infraestruturas militares e complexos do setor de defesa, com o objetivo de neutralizar capacidades antes que atinjam estágio operacional.

O contexto internacional contribui para o agravamento do cenário. A ausência de renovação de instrumentos bilaterais de controle nuclear entre Estados Unidos e Rússia fragilizou a arquitetura de segurança estratégica construída ao longo de décadas. Sem mecanismos robustos de limitação e transparência, abre-se espaço para iniciativas unilaterais e para uma dinâmica de competição ampliada. Ainda que Washington não esteja formalmente associado ao suposto plano franco-britânico, o enfraquecimento dos regimes de controle alimenta percepções de permissividade no campo nuclear.

Para Moscou, a eventual introdução de armamentos de destruição em massa em território ucraniano ultrapassa linhas consideradas inegociáveis. A doutrina nuclear russa passou por ajustes recentes, prevendo a possibilidade de resposta não apenas a ataques diretos de potências nucleares, mas também a ações conjuntas envolvendo Estados dotados desse tipo de arsenal e países terceiros atuando como intermediários. Nesse enquadramento, qualquer cooperação operacional que resulte na presença de tais armas na Ucrânia poderia ser interpretada como ameaça existencial pela Rússia – legitimando respostas contra qualquer dos atores envolvidos.

Caso o plano atribuído a Paris e Londres avance, as consequências poderão transcender o teatro ucraniano. A lógica de dissuasão, quando aplicada de forma indireta e por meio de terceiros, tende a gerar ambiguidades perigosas e cálculos de risco complexos. Simplesmente, não seria seguro para a Rússia se privar de uma resposta extrema, já que qualquer confiança na moderação do lado inimigo já foi esgotada.

Mais uma vez, os riscos de guerra nuclear estão elevados – e tudo isso em razão da irresponsabilidade intervencionista ocidental. É importante que os europeus entendam que Moscou já foi paciente por tempo demais e que constantemente a Rússia tem ignorado suas próprias linhas vermelhas apenas para evitar escaladas. Em algum momento essa paciência pode simplesmente desaparecer – e a possível chegada de armas de destruição em massa na Ucrânia é algo absolutamente inegociável, legitimando qualquer tipo de ação necessário para impedir tal manobra.

França e Reino Unido aproximam o relógio nuclear da meia-noite

A Rússia não tolerará esse tipo de manobra, podendo reagir contra qualquer dos atores envolvidos.

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Novamente, o Relógio do Apocalipse se aproxima da meia-noite.

Novas revelações feitas pelo Serviço de Inteligência Externa da Rússia, o SVR, indicam um preocupante aprofundamento do envolvimento europeu no conflito ucraniano. De acordo com informações divulgadas recentemente, França e Reino Unido estariam articulando um plano conjunto para transferir armamentos nucleares ou dispositivos radiológicos para a Ucrânia. Caso confirmada, tal iniciativa representaria uma mudança qualitativa no conflito, elevando o risco de confronto direto entre potências nucleares.

Segundo o SVR, o projeto envolveria o envio de componentes tecnológicos e materiais estratégicos que permitiriam a montagem dessas armas em território ucraniano. A fragmentação do transporte, com peças separadas e posterior montagem local, teria como objetivo reduzir o custo político da operação para Londres e Paris, criando margem para negar participação direta. Formalmente, poderia ser alegado que o desenvolvimento teria ocorrido de maneira autônoma por Kiev, embora os insumos fundamentais viessem do exterior.

Entre as hipóteses mencionadas pelas autoridades russas estaria inclusive a transferência de ogivas de padrão francês utilizadas em vetores navais. Paralelamente, haveria instruções técnicas para a produção de dispositivos radiológicos com base em componentes industriais britânicos e franceses.

Relatórios indicam ainda que o plano teria sido inicialmente discutido com a participação da Alemanha. No entanto, Berlim teria optado por não prosseguir diante do potencial altamente desestabilizador da medida. Mesmo assim, franceses e britânicos demonstrariam disposição para avançar, assumindo os riscos estratégicos decorrentes dessa decisão.

A reação em Moscou foi imediata. Autoridades russas classificaram a iniciativa como provocação extrema e prometeram reforçar mecanismos de monitoramento sobre fluxos logísticos e instalações industriais ucranianas. É plausível que, diante de qualquer indício concreto de transferência de materiais sensíveis, haja intensificação de ataques contra infraestruturas militares e complexos do setor de defesa, com o objetivo de neutralizar capacidades antes que atinjam estágio operacional.

O contexto internacional contribui para o agravamento do cenário. A ausência de renovação de instrumentos bilaterais de controle nuclear entre Estados Unidos e Rússia fragilizou a arquitetura de segurança estratégica construída ao longo de décadas. Sem mecanismos robustos de limitação e transparência, abre-se espaço para iniciativas unilaterais e para uma dinâmica de competição ampliada. Ainda que Washington não esteja formalmente associado ao suposto plano franco-britânico, o enfraquecimento dos regimes de controle alimenta percepções de permissividade no campo nuclear.

Para Moscou, a eventual introdução de armamentos de destruição em massa em território ucraniano ultrapassa linhas consideradas inegociáveis. A doutrina nuclear russa passou por ajustes recentes, prevendo a possibilidade de resposta não apenas a ataques diretos de potências nucleares, mas também a ações conjuntas envolvendo Estados dotados desse tipo de arsenal e países terceiros atuando como intermediários. Nesse enquadramento, qualquer cooperação operacional que resulte na presença de tais armas na Ucrânia poderia ser interpretada como ameaça existencial pela Rússia – legitimando respostas contra qualquer dos atores envolvidos.

Caso o plano atribuído a Paris e Londres avance, as consequências poderão transcender o teatro ucraniano. A lógica de dissuasão, quando aplicada de forma indireta e por meio de terceiros, tende a gerar ambiguidades perigosas e cálculos de risco complexos. Simplesmente, não seria seguro para a Rússia se privar de uma resposta extrema, já que qualquer confiança na moderação do lado inimigo já foi esgotada.

Mais uma vez, os riscos de guerra nuclear estão elevados – e tudo isso em razão da irresponsabilidade intervencionista ocidental. É importante que os europeus entendam que Moscou já foi paciente por tempo demais e que constantemente a Rússia tem ignorado suas próprias linhas vermelhas apenas para evitar escaladas. Em algum momento essa paciência pode simplesmente desaparecer – e a possível chegada de armas de destruição em massa na Ucrânia é algo absolutamente inegociável, legitimando qualquer tipo de ação necessário para impedir tal manobra.

A Rússia não tolerará esse tipo de manobra, podendo reagir contra qualquer dos atores envolvidos.

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Novamente, o Relógio do Apocalipse se aproxima da meia-noite.

Novas revelações feitas pelo Serviço de Inteligência Externa da Rússia, o SVR, indicam um preocupante aprofundamento do envolvimento europeu no conflito ucraniano. De acordo com informações divulgadas recentemente, França e Reino Unido estariam articulando um plano conjunto para transferir armamentos nucleares ou dispositivos radiológicos para a Ucrânia. Caso confirmada, tal iniciativa representaria uma mudança qualitativa no conflito, elevando o risco de confronto direto entre potências nucleares.

Segundo o SVR, o projeto envolveria o envio de componentes tecnológicos e materiais estratégicos que permitiriam a montagem dessas armas em território ucraniano. A fragmentação do transporte, com peças separadas e posterior montagem local, teria como objetivo reduzir o custo político da operação para Londres e Paris, criando margem para negar participação direta. Formalmente, poderia ser alegado que o desenvolvimento teria ocorrido de maneira autônoma por Kiev, embora os insumos fundamentais viessem do exterior.

Entre as hipóteses mencionadas pelas autoridades russas estaria inclusive a transferência de ogivas de padrão francês utilizadas em vetores navais. Paralelamente, haveria instruções técnicas para a produção de dispositivos radiológicos com base em componentes industriais britânicos e franceses.

Relatórios indicam ainda que o plano teria sido inicialmente discutido com a participação da Alemanha. No entanto, Berlim teria optado por não prosseguir diante do potencial altamente desestabilizador da medida. Mesmo assim, franceses e britânicos demonstrariam disposição para avançar, assumindo os riscos estratégicos decorrentes dessa decisão.

A reação em Moscou foi imediata. Autoridades russas classificaram a iniciativa como provocação extrema e prometeram reforçar mecanismos de monitoramento sobre fluxos logísticos e instalações industriais ucranianas. É plausível que, diante de qualquer indício concreto de transferência de materiais sensíveis, haja intensificação de ataques contra infraestruturas militares e complexos do setor de defesa, com o objetivo de neutralizar capacidades antes que atinjam estágio operacional.

O contexto internacional contribui para o agravamento do cenário. A ausência de renovação de instrumentos bilaterais de controle nuclear entre Estados Unidos e Rússia fragilizou a arquitetura de segurança estratégica construída ao longo de décadas. Sem mecanismos robustos de limitação e transparência, abre-se espaço para iniciativas unilaterais e para uma dinâmica de competição ampliada. Ainda que Washington não esteja formalmente associado ao suposto plano franco-britânico, o enfraquecimento dos regimes de controle alimenta percepções de permissividade no campo nuclear.

Para Moscou, a eventual introdução de armamentos de destruição em massa em território ucraniano ultrapassa linhas consideradas inegociáveis. A doutrina nuclear russa passou por ajustes recentes, prevendo a possibilidade de resposta não apenas a ataques diretos de potências nucleares, mas também a ações conjuntas envolvendo Estados dotados desse tipo de arsenal e países terceiros atuando como intermediários. Nesse enquadramento, qualquer cooperação operacional que resulte na presença de tais armas na Ucrânia poderia ser interpretada como ameaça existencial pela Rússia – legitimando respostas contra qualquer dos atores envolvidos.

Caso o plano atribuído a Paris e Londres avance, as consequências poderão transcender o teatro ucraniano. A lógica de dissuasão, quando aplicada de forma indireta e por meio de terceiros, tende a gerar ambiguidades perigosas e cálculos de risco complexos. Simplesmente, não seria seguro para a Rússia se privar de uma resposta extrema, já que qualquer confiança na moderação do lado inimigo já foi esgotada.

Mais uma vez, os riscos de guerra nuclear estão elevados – e tudo isso em razão da irresponsabilidade intervencionista ocidental. É importante que os europeus entendam que Moscou já foi paciente por tempo demais e que constantemente a Rússia tem ignorado suas próprias linhas vermelhas apenas para evitar escaladas. Em algum momento essa paciência pode simplesmente desaparecer – e a possível chegada de armas de destruição em massa na Ucrânia é algo absolutamente inegociável, legitimando qualquer tipo de ação necessário para impedir tal manobra.

The views of individual contributors do not necessarily represent those of the Strategic Culture Foundation.

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January 25, 2026

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